quarta-feira, 3 de abril de 2013

expectativas


Vocês, que gostam de mim, fazem-me acreditar. Dizem que sou assim e assado, e eu, por gostar de vocês e principalmente por querer acreditar no que dizem, acho que sou o que falam. Acho que sou tudo o que vocês me dizem e o que os outros também. Por vezes penso que o meu conhecimento de mim própria é quase nulo, tanto que quero acreditar em vós. Sou fraca, sei bem. Tenho esta necessidade de ser aceite por todos. 
Não baralhem as coisas, não sou maleável. Não mudo por vossa conveniência, mas adapto-me aos vossos moldes, como a água da chuva se molda ao meu rosto num dia como o de hoje. O problema é quando estou em batalhas sozinha, ou apenas com um oponente. Aí quando todos os vossos assins e assados não me chegam aos ouvidos, duvido até da própria sombra. 
Mas a dúvida pode ser boa, certo? Faz-nos questionar. 

Quando me olho ao espelho conheço quem me olha de volta, mas debaixo da minha pele existe tanto que um simples espelho não chega. Debaixo da minha pele existe um mundo de dúvidas e de certezas e um submundo maior ainda de vontades e desejos. Guardados. As minhas gavetas estão sempre arrumadinhas e a desarrumação não me é confortável.
O problema com gavetas arrumadas é a tentação. De desarrumá-las, de colocar o mesmo noutro sítio. E quando arranjamos coragem para o fazer descobrimos que apesar da desarrumação não ser confortável sabe bem. É boa. É perigosa e dá poucas certezas, mas também é aliciante e desafiante. E no final percebo que gosto. Da desarrumação. Do desejo. Das vontades. Da dúvida que surge ao construirmos certezas. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Obrigada

Acho que este blog anda a ser muito mimado! :) Obrigada por lerem e gostarem. Obrigada por tentarem compreender, nem que seja por um segundo, tudo o que passa pela minha cabeça.

Tenho a certeza que nem os que me conhecem bem, por vezes imaginam que tanta coisa se passa dentro de mim. Sempre gostei de livros e principalmente, sempre gostei de palavras. Acredito que as palavras encerram um poder quase infinito de moldar o mundo à nossa volta e o mundo dentro de nós. Com elas podemos exprimir e dar a conhecer e quem escreve, mesmo que seja tão amador como eu, é como se partilhasse pedacinhos da alma. Sei que nunca irei ser astronauta,nem  comediante e nem escritora de bestsellers, mas ao partilhar as minhas palavras convosco sinto que todos os sonhos em mim são possíveis. E sei que o são. Ao gostarem do que eu escrevo, eu sinto mesmo que gostam um bocadinho de mim, porque estas palavras são tão minhas como os olhos grandes cor de mel e os caracóis despenteados.

Por isso obrigada, por partilharem as minhas palavras e na extensão delas, os meus sonhos. Obrigada por acreditarem que se tentarmos conseguimos realmente fazer a diferença, nem que seja através de uns riscos numa folha de papel. Obrigarem por me lerem, porque essa é a minha maior ambição. Dar a conhecer a vocês as minhas palavras.

Obrigada.

domingo, 31 de março de 2013

Cloudy days

E se tudo o que eu tiver a dizer não for suficiente? E se tudo o que posso dar não chegar? Eu, que vejo todos os caminhos, dar-te-ia um pouco da minha visão de aviador e de sonhadora para que tu pudesses ver tudo. Claro como o dia. Ver que existe um caminho não traçado, um trilho nunca caminhado, ténue, fraco, mas existe. Está lá, inequivocamente.

Bem mais difícil do que carregar algo é ensiná-lo a andar. E eu, que tenho sempre esperança e que vejo sempre o claro do dia, fico ensombrada. Mesmo quando não se vê, o sol está lá sempre. E muitas vezes mesmo sem o ver, sentimos o seu calor e a sua claridade. Oxalá sentisses a minha claridade, como se fosse o teu sol. Usa-me como teu sol, não me importo, se te ajudasse a ficar bem eu até gostava!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Valentine's

Gostava de escrever algo tremendamente belo e profundo. Gostava de tocar nas almas dos que lêem. Gostava de vos contar acerca das almas que se encontram nos desencontros do dia a dia e se completam com um olhar. Ainda há aqueles que lutam contra o que sentem, por razões que eles próprios desconhecem. Mas a responsabilidade de dar a alguém o poder sobre a nossa felicidade é duro. E pesa. Acho os amantes corajosos, são valentes e enfrentam tudo. Mesmo. De que outra maneira podemos dar o nosso coração a alguém se não possuirmos a força de super-heróis? De que outra maneira podemos atribuir a outra pessoa grande parte da nossa felicidade? Corajosos! Acreditem no que vos digo.

Por isso hoje é também o dia dos heróis. Daqueles que vão a correr comprar flores e dos outros que estão a planear a noite desde há dias! Por isso este dia também é para todos os que se esforçam por entender o que dizemos entre linhas e para outros que se lembram de conversas que tivemos ainda o dia não tinha nascido.

E quando falo em dar o coração, não falo apenas do amor amado. Mas também da amizade, da cumplicidade e da fraternidade. Não sei se já se tinham apercebido, mas depositamos sentimentos muito valiosos nos outros. Ao entregarmos o nosso coração estamos a dar-lhes parte de nós, e esse gesto dá-nos tamanha alegria que ser corajoso se torna fácil. Tal como amar é fácil.

Por vezes podemos magoar ou ser magoados. Mas como uma vez me disse um amor sábio, recebemos mais coisas boas do que más, porque tem que as más apagar as boas? Não têm, por isso corajosos, guardem os amores. Todos. Os passados num gaveta bem arrumada, para que lá possam voltar quando sentirem saudade ou quando se querem lembrar de quem foram e quem são. Os actuais usem-nos na lapela, bem à vista, espalhando a vossa felicidade e distribuindo coragem e amor. Aos futuros, guardem sempre espaço no vosso coração, nunca se sabe o que trás o amanhã.

Feliz dia de São Valentim <3

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Tenham paciência, please...

Amigos, não me esqueci da nossa história. Estou a escrevê-la, mas de momento tenho tantas coisas para fazer que não me consigo dedicar ou concentrar o suficiente. Mas não me esqueci. Levo sempre esta história comigo e vou continuar... Obrigada por me lerem... <3