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domingo, 27 de janeiro de 2013

Morreste-me

As palavras entram em nós e sentimo-las pelo que somos, por tudo o que vivemos e por tudo o que podemos imaginar. As vozes que saiem do papel invadem-nos com calor, dor, sofrimento e prazer. As dores e as paixões são partilhadas pela ponta de uma caneta, numa folha de papel. E quando existe uma transplantação de arte e as letras se transformam em movimento e calor, quando os sons passam do papel para o ar e a nuvem do possível se torna palpável. A imensidão do que nos invade é pesada e dolorosamente doce. Sentimos a pressão esmagadora de uma dor que não é nossa, mas poderia ser, um desespero que não imaginamos mas conseguimos sentir.
Doeu. Emocionou. Tocou. Fez sentir.
O que passaste para o papel, depois que o sentiste a pesar na tua alma. Tu, que nasceste com o dom de fazer sentir, sentes tanto, que para nossa benção, e espero para alívio do teu sofrimento ou paixão, consegues fazer caber em palavras. As palavras limitadas são transcendentes e intemporais no final da tua caneta. Não deixes de partilhar o teu dom e a tua alma connosco.
Obrigada!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Café

Vi todos os meus babes e que bem que soube o cafezinho de ontem e de à pouco! Engraçado como as saudades que temos dos amigos podem ser colmatadas com uma horita de conversa banal num café cheio de gente e barulho. Como ver as pessoas, dar-lhes uma beijoca e ouvir a voz delas, presencialmente, pode preencher a falta que elas nos fazem toda a semana. Eu sou um bocadinho melga com os amigos e com as pessoas que gosto, apenas porque gosto de mostrar-lhes como são importantes para mim e como me fazem sentir bem por fazerem parte da minha vida e por partilharem comigo todas as coisas que nos tornam mais parecidos e mais diferentes.

Por vezes dou por mim a pensar que escolhemos os amigos como se fossem as peças de um puzzle de 1500 peças. Os mais parecidos comigo são da mesma zona que eu no puzzle, as minhas almas gémeas (sim, daquelas que Platão fala), são as peças que encaixam comigo, os mais diferentes de mim, fazem parte do puzzle na mesma, mas estão numa parte diferente do espectro! No fim, o que posso concluir é que as coisas que vocês me dão e que eu, espero, dê a vocês, fazem de nós um puzzle perfeito! Com muitas peças, é certo, por vezes impossível de montar, mas que com amizade e empenho, no final, depois de totalmente montado, é simplesmente maravilhoso!

Por isso, a vocês que me ouvem, que conversam comigo, que me dizem tudo sem falar, que riem comigo, com quem bebo cafés sem fim, que ouvem as minhas histórias (por vezes repetidas, mas eu entusiasmo-me, querem o quê?), que são as minhas peças do puzzle, obrigada. Espero retribuir em género, número e grau!