Tento, e com afinco, ganhar alguma coisa nos jogos de sorte. Euromilhões, raspadinhas, até no placard já joguei, imagine-se! Não sei o porquê, mas a sorte ao jogo não quer nada comigo... Ou são números ao lado, ou 100€ à minha espera, só bastava ter mais um boneco igual àquele (que nunca lá está!). Mas nunca acontece... Ou melhor, ganhei 13€ certa vez no euromilhões, mas acho que foi só a sorte a armar-se em engraçada e a gozar um bocadinho...
Mas ao mesmo tempo, tenho tanta sorte...
Há uns bons tempos que não andava por aqui. Nem vos sei dizer as vezes que abri o blogger, escrevi, até coloquei o título (começo sempre pelo início nestas coisas da escrita), mas não publiquei. Havia cá dentro coisas para escrever, para partilhar, mas não dava para chegar a esse lado. E neste amor, como em todos os outros, tem que haver vontade, ou são só momentos vazios.
Hoje, quando o B. partilhou coisas antigas deste sítio, fiquei mesmo com vontade de cá voltar. De bater as teclas, de forma fluída, e dizer-vos olá novamente. Olá!
Senti vontade de dizer-vos que também tive saudades! Também gosto deste sítio, de estar aqui. Não vou perder tempo a tentar entender ou explicar porque não vinha cá há tanto tempo. A resposta, por mais que procure, é simples: é a vida. E é mesmo, a vida. As coisas mudam, ou ficam iguais, mas a vida segue sempre. E seguiu. E hoje voltei cá. Pode ser que volte com mais brevidade na próxima. As saudades de escrever acabam por ser aquelas saudades de algo familiar que só nos apercebemos que sentimos mesmo falta quando voltamos a revê-las. E tenho sorte, por ter amigos que não se esquecem deste meu amor pela escrita. Amigos que gostam deste sítio, como eu. E tenho sorte, porque apesar de não ganhar nada nas raspadinhas, tenho tantas pessoas e tanto amor na minha vida que não preciso de mais sorte nenhuma. Acreditem, a maior sorte é mesmo essa. Cliché, básica, nunca banal, a maior sorte é ter alguém que se ama, ter amigos que não esquecem, almas que se conhecem e um sorriso no final de todos os dias porque tenho muito mais do que poderia imaginar um dia. Por isso, apesar de jamais poder ganhar o euromilhões, sou uma sortuda e tenho uma fortuna, um coração cheio e sempre com espaço para mais.
Tenho sorte, tenho-vos a vocês e, por isso, tenho sorte.
Mostrar mensagens com a etiqueta love. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta love. Mostrar todas as mensagens
sábado, 5 de novembro de 2016
sexta-feira, 6 de março de 2015
Era para ser sobre felicidade e afinal é sobre livros
«Não é fácil ter uma vida feliz», diz Tal Ben-Shahar, (...) «É fácil de compreender o que é preciso fazer para ter uma vida mais feliz, mas é difícil de aplicar de forma consistente e duradoura na vida pessoal e profissional. E depois há a questão das expetativas: aquilo que é entendido como felicidade. O sofrimento, a tristeza ou a dor também fazem parte da vida. Há apenas dois tipos de pessoas que não os sentem. Os psicopatas e os mortos. Ter uma vida feliz não significa ter uma vida sem dificuldades ou sofrimentos.»
E é com esta frase, que resume basicamente tudo, que me fico. Gosto especialmente quando ele diz que não é fã de livros de auto-ajuda. Também não sou. Nem gosto ou entendo a filosofia do não esperar nada e aceitar tudo. Não é assim que funciona, a meu ver, a felicidade. Temos que esperar algo, a que aspiraríamos se assim não fosse. Não temos que aceitar tudo, podemos lutar contra algumas coisas, ou simplesmente eliminá-las da nossa vida. Podemos escolher ser uma pessoa melhor. Todos os dias.
Não critico quem encontra nesses livros alento ou até a solução. Apenas acho que um clássico dá tantas respostas e menos mimimimi. A diferença é, que ao invés de encontrarmos as respostas para as nossas lutas e problemas ou situações, encontramos ferramentas (várias perceba-se) para conseguirmos superar os objectivos. Sei que muitos de vós irão dizer, há mas isso também está lá escrito! Não sei se está. Não vou ler nenhum livro de auto-ajuda. Recuso-me. Se é tacanho da minha parte, talvez, se é preconceito, é-o com toda a certeza. E não o lerei pela mesma razão que jamais lerei Margarida Rebelo Pinto ou Pedro Chagas Freitas. Passo a explicar. Nada tenho, pessoalmente, contra tais autores ou formas de literatura (excepto talvez contra a Margarida, a criatura enerva-me um bocado...). O que acontece é que não gosto de floreados para dizer coisa nenhuma. Não gosto de figuras de estilo ou presunções a profundidade quando esta não está presente. Não me interpretem mal, eu gosto de complexidade e de profundidade e até da simplicidade honesta. Tenho nisso os exemplos do "Nenhum Olhar", do Zé Luis, o "Kafka à beira mar" do Murakami e "O rapaz do pijama às riscas" do John Boyne. E é por isso que jamais os lerei. Não gosto do que anuncia e não cumpre, não gosto de farsas, não gosto do que parece mas não é.
Perdoem-me se gostam de algum livro ou autor que mencionei acima de forma negativa. É deles que não gosto e não do facto de vocês gostarem deles. Mas somos pedacinhos do que lemos e levamos tanto disso na nossa alma que quero mais, não me quero contentar. Pode ser preconceito, assumo. Mas é assim que sou.
E é com esta frase, que resume basicamente tudo, que me fico. Gosto especialmente quando ele diz que não é fã de livros de auto-ajuda. Também não sou. Nem gosto ou entendo a filosofia do não esperar nada e aceitar tudo. Não é assim que funciona, a meu ver, a felicidade. Temos que esperar algo, a que aspiraríamos se assim não fosse. Não temos que aceitar tudo, podemos lutar contra algumas coisas, ou simplesmente eliminá-las da nossa vida. Podemos escolher ser uma pessoa melhor. Todos os dias.
Não critico quem encontra nesses livros alento ou até a solução. Apenas acho que um clássico dá tantas respostas e menos mimimimi. A diferença é, que ao invés de encontrarmos as respostas para as nossas lutas e problemas ou situações, encontramos ferramentas (várias perceba-se) para conseguirmos superar os objectivos. Sei que muitos de vós irão dizer, há mas isso também está lá escrito! Não sei se está. Não vou ler nenhum livro de auto-ajuda. Recuso-me. Se é tacanho da minha parte, talvez, se é preconceito, é-o com toda a certeza. E não o lerei pela mesma razão que jamais lerei Margarida Rebelo Pinto ou Pedro Chagas Freitas. Passo a explicar. Nada tenho, pessoalmente, contra tais autores ou formas de literatura (excepto talvez contra a Margarida, a criatura enerva-me um bocado...). O que acontece é que não gosto de floreados para dizer coisa nenhuma. Não gosto de figuras de estilo ou presunções a profundidade quando esta não está presente. Não me interpretem mal, eu gosto de complexidade e de profundidade e até da simplicidade honesta. Tenho nisso os exemplos do "Nenhum Olhar", do Zé Luis, o "Kafka à beira mar" do Murakami e "O rapaz do pijama às riscas" do John Boyne. E é por isso que jamais os lerei. Não gosto do que anuncia e não cumpre, não gosto de farsas, não gosto do que parece mas não é.
Perdoem-me se gostam de algum livro ou autor que mencionei acima de forma negativa. É deles que não gosto e não do facto de vocês gostarem deles. Mas somos pedacinhos do que lemos e levamos tanto disso na nossa alma que quero mais, não me quero contentar. Pode ser preconceito, assumo. Mas é assim que sou.
Etiquetas:
connection,
coragem,
love,
random thoughts,
sorrisos,
world
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Expectativas
Aceito, com um certo humor, as pessoas que afirmam não ter expectativas sobre nada. Como se isso fosse possível... A própria ausência de expectativas, é, em si, uma expectativa. Um pouco como a galinha e o ovo, e qual nasceu primeiro, é muito difícil não esperar nada. É muito difícil, senão impossível, ter ausência de esperança sobre qualquer coisa.
Acho sim, possível, a melhor ou pior adaptação ao resultado.
Quando saímos de manhã, esperamos que esteja sol, que seja um dia bom, que tenhamos alguma alegria ou coisa boa durante o dia. Não pensamos muito nisso, é-nos intrínseco esta capacidade de esperar algo de alguma coisa. Como seria o futuro se assim não fosse? Como é possível evoluir sem sonhar? E o que será o sonho, mais do que uma expectativa acerca do futuro?
Existem, pois claro, almas mais iluminadas, ou quem sabe adaptadas, à realidade do dia a dia. E, por possuírem tal virtude, as expectativas pesam-lhes menos. Ou com mais serenidade.
Não pertenço a esse pedaço de humanidade. Pertenço àquele pedaço que sonha, que deseja, que se decepciona por esperar algo de maravilhoso de todas as visões da humanidade. Talvez sofra mais, nas contas finais. Talvez tenha um caminho mais acidentado. Mas digo-vos, por experienciar tudo com especial consciência, que a ausência de sentir é uma morte em vida. Que não esperar nada em troca, simplesmente não existe. Até de nós próprios esperamos algo, ao nada esperar dos demais.
Sei que muitas vezes sou intensa, outras tantas demasiado, e, uma vez por outra, apenas chata. Não o sou por vós ou por vossa causa. Sou-o por mim. Por aquilo que vibra dentro de mim. Não espero que entendam, apenas tenho a expectativa, que aqueles que me amam me aceitem. Tal como vos aceito de volta, sem prisões nem cobranças. Não é fácil, ninguém disse que era. Mas, dar sem esperar, não existe. E, diz-vos isto, alguém que retira o maior dos prazeres da dádiva. Seja de sangue, amor ou presença. Simplesmente não existe dar sem receber. Por muito que nos queiram convencer disso as novas tendências do conhece-te a ti próprio.
É bonito aspirar ao amor próprio e ao viver independentemente do outro. Mas não existe isso do amar sem esperar nada em troca. Amar é, em si, dar e receber. Por isso o amor acaba. Por isso um novo amor existe. Porque tudo o que dividimos tem volta. Porque tudo o que damos, regressa. Porque, tal como Newton descreveu "every action as an equal and oposite reaction". Verdade na física e na vida. E, como em todas as coisas, a natureza se espelha em nós. O amor que damos é o mesmo que recebemos. Mesmo que o recipiente e o ofertante não sejam os mesmos. Mesmo que a situação mude. Amar é um sistema fechado. Trabalha de encontro à entropia do equilíbrio. E, por isso, quanto mais damos, mais recebemos. Quanto mais somos, a mais aspiramos e mais faremos por um futuro feliz.
Por isso, não me venham com conversas que dar sem receber é amor. Não é, é apenas desperdício. Amar tem sempre volta. Tal como dar, implica esperar algo em troca. Sou intensa e confusa, e por querer explicar tanto acabo, muitas vezes por não dizer nada que vos chegue. Apenas gostava que se lembrassem que esperamos sempre que amamos. E é assim que deve ser.
Acho sim, possível, a melhor ou pior adaptação ao resultado.
Quando saímos de manhã, esperamos que esteja sol, que seja um dia bom, que tenhamos alguma alegria ou coisa boa durante o dia. Não pensamos muito nisso, é-nos intrínseco esta capacidade de esperar algo de alguma coisa. Como seria o futuro se assim não fosse? Como é possível evoluir sem sonhar? E o que será o sonho, mais do que uma expectativa acerca do futuro?
Existem, pois claro, almas mais iluminadas, ou quem sabe adaptadas, à realidade do dia a dia. E, por possuírem tal virtude, as expectativas pesam-lhes menos. Ou com mais serenidade.
Não pertenço a esse pedaço de humanidade. Pertenço àquele pedaço que sonha, que deseja, que se decepciona por esperar algo de maravilhoso de todas as visões da humanidade. Talvez sofra mais, nas contas finais. Talvez tenha um caminho mais acidentado. Mas digo-vos, por experienciar tudo com especial consciência, que a ausência de sentir é uma morte em vida. Que não esperar nada em troca, simplesmente não existe. Até de nós próprios esperamos algo, ao nada esperar dos demais.
Sei que muitas vezes sou intensa, outras tantas demasiado, e, uma vez por outra, apenas chata. Não o sou por vós ou por vossa causa. Sou-o por mim. Por aquilo que vibra dentro de mim. Não espero que entendam, apenas tenho a expectativa, que aqueles que me amam me aceitem. Tal como vos aceito de volta, sem prisões nem cobranças. Não é fácil, ninguém disse que era. Mas, dar sem esperar, não existe. E, diz-vos isto, alguém que retira o maior dos prazeres da dádiva. Seja de sangue, amor ou presença. Simplesmente não existe dar sem receber. Por muito que nos queiram convencer disso as novas tendências do conhece-te a ti próprio.
É bonito aspirar ao amor próprio e ao viver independentemente do outro. Mas não existe isso do amar sem esperar nada em troca. Amar é, em si, dar e receber. Por isso o amor acaba. Por isso um novo amor existe. Porque tudo o que dividimos tem volta. Porque tudo o que damos, regressa. Porque, tal como Newton descreveu "every action as an equal and oposite reaction". Verdade na física e na vida. E, como em todas as coisas, a natureza se espelha em nós. O amor que damos é o mesmo que recebemos. Mesmo que o recipiente e o ofertante não sejam os mesmos. Mesmo que a situação mude. Amar é um sistema fechado. Trabalha de encontro à entropia do equilíbrio. E, por isso, quanto mais damos, mais recebemos. Quanto mais somos, a mais aspiramos e mais faremos por um futuro feliz.
Por isso, não me venham com conversas que dar sem receber é amor. Não é, é apenas desperdício. Amar tem sempre volta. Tal como dar, implica esperar algo em troca. Sou intensa e confusa, e por querer explicar tanto acabo, muitas vezes por não dizer nada que vos chegue. Apenas gostava que se lembrassem que esperamos sempre que amamos. E é assim que deve ser.
Etiquetas:
connection,
coragem,
feelings,
feliz,
friends,
growing up,
happy,
life,
love,
natureza,
paixão,
random thoughts,
sorrisos,
trust,
world
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
oh christmas tree
A minha primeira árvore de natal. Parece tolice dito desta maneira, mas na verdade a primeira árvore de natal é algo de importante. Marca um momento especial. Aquele momento em que dizes que esta casa é minha. Este momento é meu, Esta árvore é minha.
Às vezes fico a pensar como hei-de decorar tudo. Não sou muito talentosa nessa coisa da decoração. E na verdade, acho que jeito não tenho mesmo nenhum. Mas fico muito entusiasmada por pensar de tenho esta casa para tornar à minha imagem. Para tornar-la minha. Penso em tudo o que gostaria de ter aqui e que ainda me falta.
Estranho como algo material pode transportar tanto de algo espiritual. Como se este canto, que em todo o mundo, me pertence a mim, pode reflectir tanto da minha alma. Acho que precisava de um ninho, como os passarinhos. Um lugar ao qual voltar e que pudesse chamar de meu. Um lugar para ser feliz, para amar, para dividir e para ser. Para ser muito feliz.
Às vezes fico a pensar como hei-de decorar tudo. Não sou muito talentosa nessa coisa da decoração. E na verdade, acho que jeito não tenho mesmo nenhum. Mas fico muito entusiasmada por pensar de tenho esta casa para tornar à minha imagem. Para tornar-la minha. Penso em tudo o que gostaria de ter aqui e que ainda me falta.
Estranho como algo material pode transportar tanto de algo espiritual. Como se este canto, que em todo o mundo, me pertence a mim, pode reflectir tanto da minha alma. Acho que precisava de um ninho, como os passarinhos. Um lugar ao qual voltar e que pudesse chamar de meu. Um lugar para ser feliz, para amar, para dividir e para ser. Para ser muito feliz.
Etiquetas:
connection,
coragem,
dreamscometrue,
happydays,
life,
love,
Natal,
poesia,
random thoughts,
sorrisos,
sorrisos thoughts dia-a-dia Word strangers
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
"... Café fresco, lençóis lavados, amor feliz."
Cama grande onde cabem dois à larga, mesmo quando não se amam. Lençóis de linho bordados pelas mãos enrugadas da única avó da família. Andar à vontade, com pouca roupa ou nenhuma. Arrumar tudo no lugar, que eu escolhi e recordo. Tudo fora do sítio. Tudo a tomar o seu lugar. O sofá largo, mas pequeno, onde já imagino tardes de domingo na companhia de um clássico e um tinto, ou então pipocas. Jantares. Amigos. Risos e comida. Velas. Em todo o lado e não só pela falta de luz. Varandas viradas ao amarelo do sol do dia e ao laranja das luzes da noite. Felicidade. Paz. Pertença. Um sonho antigo. Abrigo. Uma aldeia no meio da capital. Tudo perto e tudo no lugar. Casa nova, vida nova, que já não espera para começar.
Etiquetas:
Casa,
dreamscometrue,
happy,
happydays,
love
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Aquele momento clichê
Esse mesmo. Aquele em que percebemos que estamos demasiado cheios de nós próprios para conseguir ver o mundo. Aquele momento que percebemos que estamos a sofrer à toa porque o que foi já não se pode mudar. Apenas se pode criar o que vem aí. Aquele momento em que nos apercebemos que temos sido tudo aquilo que juramos jamais seriamos, e que isso não tem qualquer problema como não tem qualquer problema sofrer e nisso ser igual a toda a gente. Aquele momento que percebemos que nem fomos assim tão felizes e que na verdade há muito mais a ganhar daqui para a frente do que se perdeu no que ficou para trás. Aquele momento que damos razão a todas as outras pessoas, mas nos perdoamos a nós próprios, porque crescer dói e leva tempo. E cada um tem o seu tempo próprio. Aquele momento em que percebemos que somos iguais aos outros no sofrimento, apenas podemos ser únicos no amor.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
"Sou teu amigo, sim. Tens um amigo em mim."
A inspiração vem dos sítios mais inóspitos, mas a inspiração deste post é bastante concreta e tem tudo a ver.
O que é um amigo é uma questão com a qual, cedo ou tarde, todos nos deparamos na vida. Nem que seja porque a amizade é o sentimento que mais sentimos, ou pelo menos comigo é assim. Temos o amor de irmãos, mas que também são nossos amigos e logo também inclui a amizade. Temos o amor paixão, que se não forem amigos não será uma paixão muito duradoura. Temos os colegas de trabalho que se tornam amigos, e até o senhor da padaria, onde compramos o pão fresco, que por ser fresco está quente.
Para mim a amizade é o mais nobre dos sentimentos. O mais puro. Um amigo não deve nada, não tem obrigação de nada, apenas é sentimento. Apenas é sentir e prazer de desfrutar momentos juntos. Prazer pela companhia, pela conversa, pelas gargalhadas, pelo mau feitio tão sedutor e engraçado, prazer em partilhar a vida com outra vida que se liga a nós.
Mesmo sem obrigação estarão lá. Esteja eu certa ou errada, irão ouvir e compreender. Vão ser duros quando é preciso e doces quando nada mais resta. Não precisamos falar todos os dias, mas sinto a presença deles, diariamente, como uma camada extra de carinho sobre o coração.
E o que mais me fascina na amizade é que eles estão lá porque sim, porque gostam, porque o prazer que sinto na sua companhia é recíproco, a dureza e a doçura também. Um conforto, uma compreensão e um amor que não se podendo explicar é muito fácil de entender.
O que é um amigo é uma questão com a qual, cedo ou tarde, todos nos deparamos na vida. Nem que seja porque a amizade é o sentimento que mais sentimos, ou pelo menos comigo é assim. Temos o amor de irmãos, mas que também são nossos amigos e logo também inclui a amizade. Temos o amor paixão, que se não forem amigos não será uma paixão muito duradoura. Temos os colegas de trabalho que se tornam amigos, e até o senhor da padaria, onde compramos o pão fresco, que por ser fresco está quente.
Para mim a amizade é o mais nobre dos sentimentos. O mais puro. Um amigo não deve nada, não tem obrigação de nada, apenas é sentimento. Apenas é sentir e prazer de desfrutar momentos juntos. Prazer pela companhia, pela conversa, pelas gargalhadas, pelo mau feitio tão sedutor e engraçado, prazer em partilhar a vida com outra vida que se liga a nós.
Mesmo sem obrigação estarão lá. Esteja eu certa ou errada, irão ouvir e compreender. Vão ser duros quando é preciso e doces quando nada mais resta. Não precisamos falar todos os dias, mas sinto a presença deles, diariamente, como uma camada extra de carinho sobre o coração.
E o que mais me fascina na amizade é que eles estão lá porque sim, porque gostam, porque o prazer que sinto na sua companhia é recíproco, a dureza e a doçura também. Um conforto, uma compreensão e um amor que não se podendo explicar é muito fácil de entender.
Etiquetas:
amigos,
brotherhood,
coragem,
friends,
love,
random thoughts,
sorrisos,
trust
domingo, 2 de novembro de 2014
Growing up :)
"This is a frustrating part of the growth process! But think of it this way: You’re replaying your wounds so you can finally heal them. We cannot heal anything we don’t feel or see; we can’t heal things that are unconscious! The uncomfortable feeling has to come to the surface for you to grow beyond it.
And how do you grow beyond it?
By identifying with your higher self.
Remember, your higher self is the part of you that knows the truth about you. It knows that you are worthy, amazing, capable, and powerful. Through the lens of the higher self, you are whole. Yes, you’re an imperfect human with flaws; but the larger truth is: you’re a soul.
You’re beautiful.
You’re important.
You’re special.
You’re love.
You’re important.
You’re special.
You’re love.
This is what the higher self knows about you — and it wants you to know it, too."
by http://braininspire.com/
Etiquetas:
connection,
coragem,
friends,
life,
love,
love life,
random thoughts,
sorrisos,
trust,
world
sábado, 20 de setembro de 2014
Pensamentos...
“I’m shocked at the lack of connection between people because of iPhones. There is so much less of actual physical connection. There’s less touching, there’s less talking, there’s less holding, there’s less looking. People get pleasure from looking at each other. From a smile, and touching. We need touching to make us feel wanted and loved. That’s lacking so much in this generation. Lack of looking, lack of touching, lack of smiling. I don’t get it. I don’t get how people aren’t missing that, and don’t seem to think they are.” Shirley Zussman
Reflexões...
Etiquetas:
connection,
feelings,
life,
love,
thoughts
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Happy New Year
2013 foi um ano inesperado. Tantas coisas novas, tantas sensações novas, tantos lugares novos. A coragem que nasceu não sei de onde e apoderou-se da minha vida não sei porquê. Os lugares novos, as fotografias, as recordações. Mais trabalho, mais responsabilidade e mais tempo ocupado. Mais membros na família da amizade, alguns acabados de nascer, outros ainda na barriga. Doçura, carinho e mais umas quantas sensações novas, que me foram conquistando ou que talvez tenham sido conquistadas por mim.
Foi um ano bom, contrariamente à superstição do 13.
Talvez tenha sido esse o segredo.
Feliz 2014!
Foi um ano bom, contrariamente à superstição do 13.
Talvez tenha sido esse o segredo.
Feliz 2014!
Etiquetas:
amigos,
friends,
love,
random thoughts,
world
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
older, but the same
"Gostas de andar de metro?
Gosto, gosto de olhar as pessoas e perceber que andamos com o coração nos olhos e nos gestos e vemos muito mas reparamos em muito pouco e por vezes caímos no erro de acreditar que somos sozinhos e sofremos e amamos sozinhos."
Respondi a esta pergunta há cerca de 3 anos... A opinião mantêm-se.
Gosto, gosto de olhar as pessoas e perceber que andamos com o coração nos olhos e nos gestos e vemos muito mas reparamos em muito pouco e por vezes caímos no erro de acreditar que somos sozinhos e sofremos e amamos sozinhos."
Respondi a esta pergunta há cerca de 3 anos... A opinião mantêm-se.
Etiquetas:
coragem,
love,
poesia,
random thoughts,
world
sábado, 21 de setembro de 2013
Contentamento
Passamos por muitas vidas, propositadamente ou sem intenção. Mudamos e somos mudados por cada respiração, vontade e acção das pessoas que permitimos nas nossas vidas. Mas deveremos nós aceitar, sem reserva, aquilo que nos chega? Sem questionar e ambicionar mais? Devem o amor e a liberdade ser um contentamento, porque poderia ser pior? Poderias estar presa, ou só? Não acredito que o que há seja o melhor que se arranja. Não acredito que não pode ser mais do que isto. Desculpem, mas não acredito. Como passar toda a vida acompanhada por contentamento, sem paixão, sem frio na barriga, sem borboletas? Antes presa, longe do mundo, mas pertinho de mim e das minhas convicções e vontades.
Não existe maior prisão do que aquela que criamos para nós mesmos. Aquela que nos prende em liberdade. Aquela à qual nos restringimos com medo do que pode ser, de que não consigamos mais, de que não sejamos suficientes. Recuso-me a ser acorrentada por mim própria, a ser algemada pelos meus medos e pelas minhas inseguranças, recuso-me!
Se tenho medo? Todos os dias, a toda a hora.
Não existe maior prisão do que aquela que criamos para nós mesmos. Aquela que nos prende em liberdade. Aquela à qual nos restringimos com medo do que pode ser, de que não consigamos mais, de que não sejamos suficientes. Recuso-me a ser acorrentada por mim própria, a ser algemada pelos meus medos e pelas minhas inseguranças, recuso-me!
Se tenho medo? Todos os dias, a toda a hora.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Summer bliss
Sentir os grão de areia a entrar no chinelo. Baixar-me para descalçá-los, mexer os dedos e misturá-los com o calor da areia. Cheirar o mar. Sentir o vento e os salpicos de maresia na cara, um arrepio. O silêncio, que diz muitas coisas, e sente outras tantas, maiores e mais profundas. O mergulho no mar, sentir o toque da água fresca em todos os pedacinhos de pele, sentir um pertencer. Todos os sentidos em sobrecarga, o coração bate forte, a alma está calma, como o mar profundo, sereno, forte e intemporal. Fechar os olhos e ser inundada por mil sensações e sentir paz. No final do dia, não volto a casa a mesma, volto melhor, mais leve, mais limpa. Como se a natureza me inundasse e me completasse e todos os problemas dos homens fossem menores comparados com o sentimento rude de pertença ao mundo.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
pequenas coisas e coisas pequenas
A inspiração vem dos sítios mais estranhos. Um pássaro a voar, uma borboleta que poisa na tua mão e à qual sopras para que continue a sua viagem, um sorriso sincero e um olhar sedutor. Às vezes, lemos um texto, dum autor qualquer, e que espelha na perfeição a nossa história. É a simetria do que sentimos, ou desejamos sentir.
Um texto fez-me lembrar como a felicidade é o caminho e não o destino. O calor do sol sob os olhos fechados e o cheiro a mar. A companhia silenciosa e os sorrisos disfarçados, mas que vemos bem e sentimos ainda melhor. O carinho de um amigo, o abraço de um irmão. Os teus dedos no meu cabelo e o teu cheiro envolvente.
Uma gargalhada. Haverá maior felicidade que uma gargalhada pela razão mais tola? Haverá maior cumplicidade do que dividir um sorriso?
Por isso mesmo, a felicidade é o caminho. É a soma de todas as pequenas coisas que fazem sentido, e de algumas coisas pequenas sem sentido algum. A felicidade são os pedacinhos, as metades, os restos até, dessas coisas indescritíveis das quais é difícil falar. A felicidade não se explica, sente-se. E na maioria das vezes, só temos a percepção de sermos felizes uns tempos depois. A perspectiva de um sentir passado, em que na altura estávamos demasiado envolvidos para perceber. Desconfiamos, porque a paz que sentimos é reconfortante e turbulenta, é lago quieto e mar revolto.
As pequenas coisas fazem a diferença e as coisas pequenas, toda juntas e amealhadas fazem coisas enormes. A felicidade comporta-se assim, ninguém é feliz, e somos todos felizes. Porque não se pode ser um acontecimento nem um caminho sempre, vivemos acontecimentos e fazemos caminhos, e é essa aventura que nos torna felizes. Aquele momento e todos os outros em que recordamos os nossos pedacinhos passados. Assusta, mas todas as coisas verdadeiramente boas metem medo. Ultrapassá-lo é também um caminho para ser feliz!
Um texto fez-me lembrar como a felicidade é o caminho e não o destino. O calor do sol sob os olhos fechados e o cheiro a mar. A companhia silenciosa e os sorrisos disfarçados, mas que vemos bem e sentimos ainda melhor. O carinho de um amigo, o abraço de um irmão. Os teus dedos no meu cabelo e o teu cheiro envolvente.
Uma gargalhada. Haverá maior felicidade que uma gargalhada pela razão mais tola? Haverá maior cumplicidade do que dividir um sorriso?
Por isso mesmo, a felicidade é o caminho. É a soma de todas as pequenas coisas que fazem sentido, e de algumas coisas pequenas sem sentido algum. A felicidade são os pedacinhos, as metades, os restos até, dessas coisas indescritíveis das quais é difícil falar. A felicidade não se explica, sente-se. E na maioria das vezes, só temos a percepção de sermos felizes uns tempos depois. A perspectiva de um sentir passado, em que na altura estávamos demasiado envolvidos para perceber. Desconfiamos, porque a paz que sentimos é reconfortante e turbulenta, é lago quieto e mar revolto.
As pequenas coisas fazem a diferença e as coisas pequenas, toda juntas e amealhadas fazem coisas enormes. A felicidade comporta-se assim, ninguém é feliz, e somos todos felizes. Porque não se pode ser um acontecimento nem um caminho sempre, vivemos acontecimentos e fazemos caminhos, e é essa aventura que nos torna felizes. Aquele momento e todos os outros em que recordamos os nossos pedacinhos passados. Assusta, mas todas as coisas verdadeiramente boas metem medo. Ultrapassá-lo é também um caminho para ser feliz!
quarta-feira, 15 de maio de 2013
I'm spoiled, by your love...
Sempre gostei do dia do meu aniversário. Desde miúda, quando fazíamos festas com balões, sandes de fiambre e gelatinas. Gosto de ter um dia meu. Lembro-me da minha mãe me ir levar a prenda à cama, na manhã do meu aniversário e lembro-me dos beijinhos e dos abraços. Depois crescemos e na escola num tempo em que o contacto e o toque se descobrem, recordo como eram bons os beijinhos e os abraços dos amigos. Fizeram-me uma festa surpresa quando fiz 18 anos. Apareci numa camisa de dormir, que já era velhinha nessa altura e que ainda hoje durmo com ela, e apareceram as vossas caras e os vossos "surpresa". Fiquei emocionada e envergonhada, porque uma camisa de dormir dos meus 13 anos já deixa algumas coisas destapadas aos 18, nem vamos falar aos 28. Mas fiquei, principalmente, feliz. Todos os esquemas e todos os planos para eu não desconfiar, e não desconfiei, e a vossa alegria de me terem conseguido surpreender mesmo.
Gosto de fazer anos.
Gosto mesmo. Não me sinto mais velha. Sinto-me mais amada. Sinto-me querida.
Numa época em que muitas relações e sentimentos se tornam efémeros e muitas vezes descartáveis. No dia do meu aniversário o vosso sentimento é tangível, chega a mim. Parece que o véu que pousa no sentir das pessoas se levanta, e dizer gosto de ti, é permitido. Dizer, és linda nunca mudes, é permitido. Muitos beijinhos e tenho saudades, não calha mal e sabe tão bem.
Eu sinto muitas coisas e de maneira muito variada, tanto em forma como em quantidade. Acredito que escrevo porque as palavras espelham e confortam as mil coisas que sinto. Não sei se o faço bem, provavelmente poderia fazê-lo melhor, mas serve o propósito para o qual o faço. Sentir. Às vezes sinto tanto que não consigo exprimi-lo nas conversas, às vezes consigo exprimi-lo nas acções, mas fico sempre a achar que ficou aquém do que deveria ter sido. Escrever ajuda. Vocês gostarem do que escrevo é maior do que qualquer texto ou quaisquer palavras.
No dia que fazemos anos é permitido sentir e mostrar aos outros aquilo que sinto todos os dias. Aquilo que controlo com uma personalidade mais ou menos forte, com um temperamento mais ou menos explosivo e com uma timidez, muitas vezes desarmante para mim e injusta para vocês. No meu aniversário não existe qualquer embaraço em amar e ser amada de volta, existem só congratulações. E muitos gosto de ti e és querida. No fundo preciso acreditar que sou todas as coisas que vocês pensam de mim, e me dizem no dia do meu aniversário, e por isso gosto tanto de fazer anos. Não sou insegura, ou melhor, não o sou mais do que qualquer outra pessoa que se conhece e sabe quem é, mas saber que a minha visão de mim é partilhada por vocês, faz envelhecer valer a pena.
Por estes motivos todos, gosto muito de fazer anos!
A vossa mana, sis, laranjinha, cricket, amiga, doida e querida gosta de vocês ainda mais do que gosta de fazer anos!
<3
Gosto de fazer anos.
Gosto mesmo. Não me sinto mais velha. Sinto-me mais amada. Sinto-me querida.
Numa época em que muitas relações e sentimentos se tornam efémeros e muitas vezes descartáveis. No dia do meu aniversário o vosso sentimento é tangível, chega a mim. Parece que o véu que pousa no sentir das pessoas se levanta, e dizer gosto de ti, é permitido. Dizer, és linda nunca mudes, é permitido. Muitos beijinhos e tenho saudades, não calha mal e sabe tão bem.
Eu sinto muitas coisas e de maneira muito variada, tanto em forma como em quantidade. Acredito que escrevo porque as palavras espelham e confortam as mil coisas que sinto. Não sei se o faço bem, provavelmente poderia fazê-lo melhor, mas serve o propósito para o qual o faço. Sentir. Às vezes sinto tanto que não consigo exprimi-lo nas conversas, às vezes consigo exprimi-lo nas acções, mas fico sempre a achar que ficou aquém do que deveria ter sido. Escrever ajuda. Vocês gostarem do que escrevo é maior do que qualquer texto ou quaisquer palavras.
No dia que fazemos anos é permitido sentir e mostrar aos outros aquilo que sinto todos os dias. Aquilo que controlo com uma personalidade mais ou menos forte, com um temperamento mais ou menos explosivo e com uma timidez, muitas vezes desarmante para mim e injusta para vocês. No meu aniversário não existe qualquer embaraço em amar e ser amada de volta, existem só congratulações. E muitos gosto de ti e és querida. No fundo preciso acreditar que sou todas as coisas que vocês pensam de mim, e me dizem no dia do meu aniversário, e por isso gosto tanto de fazer anos. Não sou insegura, ou melhor, não o sou mais do que qualquer outra pessoa que se conhece e sabe quem é, mas saber que a minha visão de mim é partilhada por vocês, faz envelhecer valer a pena.
Por estes motivos todos, gosto muito de fazer anos!
A vossa mana, sis, laranjinha, cricket, amiga, doida e querida gosta de vocês ainda mais do que gosta de fazer anos!
<3
sábado, 11 de maio de 2013
calor e sol (este texto não foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)
Oh se gosto do calorzinho que se sente este fim de semana. E gosto do calor do amor dos meus amores também, esse que dura todo o ano. Dizíamos ontem e é verdade, não se pode agradar a gregos e a troianos, impossível. Mas agradar alguém custa tão pouco, é tão fácil, e surpreendam-se agora, faz-nos tão bem, ou melhor, que a pessoa à qual fizemos a fofice. Acredito piamente nisto! Não sou idiota (pelo menos vivo com a convicção que não sou...), não trato bem quem me trata mal, mas tento dar o benefício da dúvida e ouvir as pessoas e as suas razões. Temo que a razão mais comum é o egoísmo. Achamos que merecemos tudo e devemos nada. Não. Errado. Merecemos exactamente o mesmo que damos. Igual. Sem tirar nem pôr. Às vezes o orgulho também nos impede de dar antes de receber. E outras vezes é o medo. Lembram-se de aí há uns tempos, lá para o dia de São Patrício, eu escrever que para amar temos que ser corajosos? Pois é, temos mesmo. E não é para todos, infelizmente. Parece que quanto mais temos a possibilidade de ser, mais nos limitamos. Estranho. Parece que já não confiamos uns nos outros. Eu até entendo, é difícil confiar a outra pessoa um dos nosso bens mais preciosos. Mas este bem, ao contrário dos outros que custam dinheiro, aumenta de valor com a partilha. Fica mais forte e melhor. Mais frágil também. Mas não é essa a maravilha da vida? A fragilidade das coisas que nos faz aprecia-las e vivê-las com um sabor de precariedade que torna tudo único e especial. Eu acredito mesmo nisto. Acho que perdemos horas demais a pensar no que devemos dizer e fazer, ao invés de passar à acção.
Já vos pedi perdão uma vez por esta razão e volto a fazê-lo. Desculpem se vos deixo pouco à vontade com os meus abraços, beijinhos e gosto de ti. Perdoem-me se me falta a conversa quando me sinto pertinho do vosso coração. Fico tímida quando sinto mais do que penso. Perdoem-me que precise de vocês para ser feliz, mas que não precise de falar com vocês todos os dias. Não preciso. Tenho bem juntinho a mim todas as certezas do que nos une.
Poderíamos viver sozinhos, comer sozinhos, mas sonhar sozinhos não dá gozo. Por isso preciso de vocês. De rir com vocês. De desabafar com vocês. De chorar com vocês. De correr e cair com vocês. Porque qualquer que seja a luta, com vocês vira aventura.
Obrigada pela coragem. Obrigada pela partilha, Obrigada por me tornarem mais forte ao me dividir com vocês. <3
Já vos pedi perdão uma vez por esta razão e volto a fazê-lo. Desculpem se vos deixo pouco à vontade com os meus abraços, beijinhos e gosto de ti. Perdoem-me se me falta a conversa quando me sinto pertinho do vosso coração. Fico tímida quando sinto mais do que penso. Perdoem-me que precise de vocês para ser feliz, mas que não precise de falar com vocês todos os dias. Não preciso. Tenho bem juntinho a mim todas as certezas do que nos une.
Poderíamos viver sozinhos, comer sozinhos, mas sonhar sozinhos não dá gozo. Por isso preciso de vocês. De rir com vocês. De desabafar com vocês. De chorar com vocês. De correr e cair com vocês. Porque qualquer que seja a luta, com vocês vira aventura.
Obrigada pela coragem. Obrigada pela partilha, Obrigada por me tornarem mais forte ao me dividir com vocês. <3
Etiquetas:
amigos,
brotherhood,
friends,
love,
random thoughts,
trust
quinta-feira, 18 de abril de 2013
O cansaço e o desejo.
E as horas passam rápido, mas eu sinto todos os segundos intermináveis. E o peso do dia, sente-se, nos olhos e nos pés, na minha ligação ao céu e na minha pertença à terra. A exaustão, quase doce, por estar prestes a ser vencida, só sobreviveria a ti. Tu poderias revertê-la, ou pelo menos, adiá-la. O teu calor, a tua proximidade, as tuas mãos e a tua loucura. Vencê-la apagando-me num abraço apertado misturado com o sono tão desejado, ou adiá-la, cansando-me até ao limite do suportável. Em total sinceridade, não consigo escolher qual me seria mais agradável. Tenho os sentidos deturpados, por cansaço e por desejo. Tenho a pele confusa, querendo o toque suave e frio dos lençóis e ao mesmo tempo desejando o teu toque quente, por vezes rude, mas tão delicado e doce. Não sei se os meus lábios morreriam, juntamente com a noite e a lua, ao toque dos teus, ou se renasceriam, como a fénix, com um novo fogo. Nem sei bem se preferia renascer ou sucumbir. Hoje não tenho respostas, nem reflexões. Apenas possuo incertezas e um turbilhão de sentidos e sentires. Só o corpo me obedece e, em estranha sintonia, funciona como se nem de mim precisasse. Dependente e livre, ao mesmo tempo.
Já nem tenho vontades, só o cansaço.
O cansaço e o desejo.
Já nem tenho vontades, só o cansaço.
O cansaço e o desejo.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Amigas
Mesmo que as coisas sejam difíceis e negras, ter amigas como vocês é ter casa, ao invés de um sítio onde se vive. É saber que haverá sempre ajuda para limpar uma lágrima que foge ou o chão sujo depois da festa. É ter a quem ligar a tarde e a más horas e é ter quem nos ouça com carinho quando tudo o que queremos é calar. A festividades trazem a melancolia, mas aquilo que vocês me fazem sentir dura todo o ano, todos os anos.
Existem poucas coisas mais maravilhosas do que ter alguém que sabe quando perguntar se está tudo bem. O teu sorriso nunca me engana, conheço-os a todos, mesmo aqueles que usas e não sentes. Gostava que vocês conseguissem imaginar o quanto é ridiculamente enorme aquilo que sinto por vocês. Como se metade de mim fosse vossa, como se a vossa felicidade e a vossa dor fossem minhas. Como se tudo aquilo que não dizemos verbalmente fosse dito com um olhar e um encostar de cabeça. Sei tudo o que me querem dizer e sei também que tudo isto é recíproco. Tem volta. É infinitamente circular, onde o início e o fim, não se encontram porque não existem.
Não vos peço perdão pelas coisas que calo, porque a minha alma é turbulenta. Não peço perdão porque vos amo e isso, sei bem, é suficiente.
Hoje, e ontem, e por todas as coisas. Pelo sol e pelo mar que partilhamos, pelas festas e pelas alegrias que construímos. E principalmente pela amizade que nos une, escrevo este texto só. Este texto que não chega, nem raspa a superfície de todas as profundidades que dividimos. Este texto, que me aqueceu o coração e me encheu de angustia, por acreditar que ele fica muito aquém do que são para mim.
Vocês são a família que eu escolhi.
Existem poucas coisas mais maravilhosas do que ter alguém que sabe quando perguntar se está tudo bem. O teu sorriso nunca me engana, conheço-os a todos, mesmo aqueles que usas e não sentes. Gostava que vocês conseguissem imaginar o quanto é ridiculamente enorme aquilo que sinto por vocês. Como se metade de mim fosse vossa, como se a vossa felicidade e a vossa dor fossem minhas. Como se tudo aquilo que não dizemos verbalmente fosse dito com um olhar e um encostar de cabeça. Sei tudo o que me querem dizer e sei também que tudo isto é recíproco. Tem volta. É infinitamente circular, onde o início e o fim, não se encontram porque não existem.
Não vos peço perdão pelas coisas que calo, porque a minha alma é turbulenta. Não peço perdão porque vos amo e isso, sei bem, é suficiente.
Hoje, e ontem, e por todas as coisas. Pelo sol e pelo mar que partilhamos, pelas festas e pelas alegrias que construímos. E principalmente pela amizade que nos une, escrevo este texto só. Este texto que não chega, nem raspa a superfície de todas as profundidades que dividimos. Este texto, que me aqueceu o coração e me encheu de angustia, por acreditar que ele fica muito aquém do que são para mim.
Vocês são a família que eu escolhi.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
This is Christmas *
Chegou o final do ano. O último mês, as despedidas do ano velho e a antecipação do ano novo.
Hora de balanços, de fechar agendas, jogar tralha fora.
Este é o mês das ruas enfeitadas e dos mil anúncios de publicidade a brinquedos e milhentas coisas de que não precisamos mas sem as quais não podemos passar. Este é o mês da solidariedade e da entre-ajuda, este é o mês em que nos apercebemos que não estamos sós, não vivemos sozinhos.
Mas este é principalmente o mês da família, dos miminhos e da árvore de Natal. Este é o mês das camisolas de lã e dos gorros e luvas quentinhos. É o mês em que sonhamos com tudo o que iremos conseguir no próximo ano. É o mês dos planos e da percepção das mudanças que precisamos de arquitectar para seguir com a nossa vida. É o mês dos Se eu, ou dos Talvez. É o mês em que nos sentimos mais ligados ou mais sós.
Gosto de Dezembro. Gosto de estar num café a beber chocolate quente e com a rua cheia de luz e cheia de gentes. Gosto do cheiro do frio e do quente das botas altas. Gostos dos embrulhos. Gosto das músicas de Natal, mesmo aquelas gastas e ronfenhas de tantas vezes serem tocadas.
Gosto do amor que emana desta época do ano. Gosto do espírito de Natal porque gosto de pessoas e acredito que nesta altura transbordam aquilo que são, quentes e humanas. Nesta altura do ano são mais pelos outros e mais pelo mundo.
Hora de balanços, de fechar agendas, jogar tralha fora.
Este é o mês das ruas enfeitadas e dos mil anúncios de publicidade a brinquedos e milhentas coisas de que não precisamos mas sem as quais não podemos passar. Este é o mês da solidariedade e da entre-ajuda, este é o mês em que nos apercebemos que não estamos sós, não vivemos sozinhos.
Mas este é principalmente o mês da família, dos miminhos e da árvore de Natal. Este é o mês das camisolas de lã e dos gorros e luvas quentinhos. É o mês em que sonhamos com tudo o que iremos conseguir no próximo ano. É o mês dos planos e da percepção das mudanças que precisamos de arquitectar para seguir com a nossa vida. É o mês dos Se eu, ou dos Talvez. É o mês em que nos sentimos mais ligados ou mais sós.
Gosto de Dezembro. Gosto de estar num café a beber chocolate quente e com a rua cheia de luz e cheia de gentes. Gosto do cheiro do frio e do quente das botas altas. Gostos dos embrulhos. Gosto das músicas de Natal, mesmo aquelas gastas e ronfenhas de tantas vezes serem tocadas.
Gosto do amor que emana desta época do ano. Gosto do espírito de Natal porque gosto de pessoas e acredito que nesta altura transbordam aquilo que são, quentes e humanas. Nesta altura do ano são mais pelos outros e mais pelo mundo.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Fragile
E quando pensamos ser fortes e no final de contas somos de papel, como os demais. E quando acreditamos ser capazes de carregar todos à sua meta e no final somos derrotados, chegando depois da fita já ter sido cortada.
As fragilidades que assolam os que em tudo pensam e por todos lutam, somos melhores ou vulgares? Somos iguais a todos por ter fraquezas e por perder lutas e batalhas, ou somos melhores por reconhecer que perder faz parte da vida, em cúmplice dualidade?
Carrego comigo a vontade de fazer mais pelos outros, certas vezes até para meu próprio benefício, não o vou negar. Mas intrinsecamente ligada a mim está a fragilidade que me assola quando o resultado não é o desejado.
A fragilidade que sinto quando a tua resposta não é a esperada, ou quando todo o meu discurso não serve de nada. A fragilidade que sinto quando o meu sentimento não é retribuído, nos moldes que seriam os ideais, para mim pelo menos.
Talvez sejam as fragilidades que me tornam humana. Talvez sejam elas que me tornam forte em tempos de adversidade, equilibrando a minha alma para que não encrue e seque.
As fragilidades que assolam os que em tudo pensam e por todos lutam, somos melhores ou vulgares? Somos iguais a todos por ter fraquezas e por perder lutas e batalhas, ou somos melhores por reconhecer que perder faz parte da vida, em cúmplice dualidade?
Carrego comigo a vontade de fazer mais pelos outros, certas vezes até para meu próprio benefício, não o vou negar. Mas intrinsecamente ligada a mim está a fragilidade que me assola quando o resultado não é o desejado.
A fragilidade que sinto quando a tua resposta não é a esperada, ou quando todo o meu discurso não serve de nada. A fragilidade que sinto quando o meu sentimento não é retribuído, nos moldes que seriam os ideais, para mim pelo menos.
Talvez sejam as fragilidades que me tornam humana. Talvez sejam elas que me tornam forte em tempos de adversidade, equilibrando a minha alma para que não encrue e seque.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
