Anos velhos, e duros, que vão embora. Anos novos, e temos esperança que melhores, estão a chegar.
Não sei porque certos anos a passar custam tanto. E ao mesmo tempo, passam num ápice sem darmos por isso. Este ano que passou até foi um dos melhores que tive, por tantas coisas novas que passaram. Mas ao mesmo tempo foi duro, muitas mudanças e adaptações, que por serem boas, não deixam de ser duras e mais ou menos difíceis.
Foi um ano...estranho. Muito bebés. Vi tanta criança nascer este ano que até fiquei zonza... A mais especial foi a nossa Feijoca boa! Como é possível que alguém tão pequenino e há tão pouco tempo no mundo possa ser tão importante e despertar tanto amor? Mas é a verdade! Dos sorrisos e simpatia à bochecha rechonchuda, a nossa menina é um doce! Tias babadas... Também a Sofia restaurou e fortaleceu um laço de amizades, que apesar de vivo estava a precisar desta força. Pode ser só a minha interpretação, mas acho que a feijoca nos uniu ainda mais amigas do meu coração.
As mudanças devem servir para nos moldar, nos espicaçar e para ultrapassarmos os obstáculos que se impõem no nosso caminho. Este ano que passou a corrida deixou de ser tão presente. As razões são várias, e podem até ser consideradas desculpas, mas é o que é e o que foi já passou. Mas quero voltar. Quero voltar a sentir o cansaço a desaparecer em cada passada que bate no alcatrão. Quero libertar o stress de todos os dias, que tenho sentido com mais peso ultimamente, em cada toque do sapato no chão. Quero cortar metas, que existem mais dentro da minha cabeça do que propriamente em 5, 10 ou 42 kms. Quero fazer uso da inscrição do ginásio e voltar ao peso dum ano atrás. Quero e vou conseguir!
Também quero mais tempo de amigos e família! E ao mesmo tempo quero mais tempo para mim.
E quero para vocês. Quero que tenham força para escrever o vosso caminho, que nem sempre está alinhavado, ou com sinais luminosos. Quero que tenham força e saúde para poder definir as vossas metas e alcançá-las. Quero que tenham a força para dizer não e para dizer sim, qualquer que seja a vossa vontade. Desejo-vos coragem, para definir fins e declarar recomeços. Quero que tenham força para concertar em vez de jogar fora e para jogar fora de vez, quando já não serve. Desejo-vos a perseverança, tolerância e coragem que é necessária para ser feliz! Amor não vos desejo, amor eu dou-vos, o meu para vocês. Todos os dias.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
2017
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
#runner
Foram 7 kg em 4 meses. Foram mais de 130 kms corridos desde Janeiro. Não parece muito, na verdade, não é muito. Mas nota-se bem a diferença! Foi lento, como deve ser, com a ajuda dos sopros de todos os dias. A roupa fica larga e alguma deixa de ser usada. As pernas estão mais fortes e os 5 kms 2 a 3 vezes por semana começam a saber a pouco. A ideia inicial era perder peso, mas era também mais do que isso. A ideia inicial era ser melhor, mais forte e usar a corrida como o meu tempo pessoal, a minha meditação e inspiração.
Não acredito em muitas coisas além do mundo dos sentidos, não é falta de fé, longe disso, é fé noutras coisas. Fé nas coisas tangíveis, alcançáveis e, principalmente, fé nas coisas modificáveis. Mesmo que eu quisesse muito acreditar em deuses, luzes e outros que tais, não consigo. É mais forte do que eu, não tenho fé naquilo que tira das minhas mãos as minhas decisões. Assim, ser melhor e mais forte não dependia de acreditar em nada além de mim. Acreditar que a leveza e a liberdade que sinto enquanto corro é real e capaz de mudar o meu mundo. Acreditar que o impacto na minha perna, por vezes pouco confortável, está a moldá-la, a fortalecê-la e a redefini-la numa melhor versão dela própria. Parece tolo dito assim, mas o treino do corpo e o treino da mente são, em muitas vertentes, iguais. Requerem perseverança, insistência e, para serem mantidos, requerem frequência. Correr é mais do que perder peso ou ficar com as pernas mais fortes e rápidas. Correr é um exercício da mente, do controlo da mente sobre o corpo e, principalmente, do controlo da mente sobre a vida. Quando corro tudo faz mais sentido, tudo é mais fácil, mais real, mais tangível. E é aí que reside a minha fé.
Não acredito em muitas coisas além do mundo dos sentidos, não é falta de fé, longe disso, é fé noutras coisas. Fé nas coisas tangíveis, alcançáveis e, principalmente, fé nas coisas modificáveis. Mesmo que eu quisesse muito acreditar em deuses, luzes e outros que tais, não consigo. É mais forte do que eu, não tenho fé naquilo que tira das minhas mãos as minhas decisões. Assim, ser melhor e mais forte não dependia de acreditar em nada além de mim. Acreditar que a leveza e a liberdade que sinto enquanto corro é real e capaz de mudar o meu mundo. Acreditar que o impacto na minha perna, por vezes pouco confortável, está a moldá-la, a fortalecê-la e a redefini-la numa melhor versão dela própria. Parece tolo dito assim, mas o treino do corpo e o treino da mente são, em muitas vertentes, iguais. Requerem perseverança, insistência e, para serem mantidos, requerem frequência. Correr é mais do que perder peso ou ficar com as pernas mais fortes e rápidas. Correr é um exercício da mente, do controlo da mente sobre o corpo e, principalmente, do controlo da mente sobre a vida. Quando corro tudo faz mais sentido, tudo é mais fácil, mais real, mais tangível. E é aí que reside a minha fé.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Correr
Não sei explicar ao certo quando nasceu em mim o gosto por correr. Desde que me lembro que gosto de correr. Não corri mais durante a minha adolescência por achar que tinha pouca condição física e que essa era a razão para me cansar tanto. Afinal, anos mais tarde, vim a descobrir que a causa era asma mesmo. Essa parte tratada, faltava apenas vencer a inércia de sair do sofá.
Apesar da mudança do ano civil não ter nada de real, em total sinceridade é apenas um marco intelectual que facilita o registo do passar dos anos. Sim, é o tempo que a terra executa uma translação, mas pode começar a qualquer altura e terá o mesmo valor para o sistema solar. Aqui o marco do início do ano é importante para nós seres pensantes, que o utilizamos tantas vezes para vencer a estagnação que se apodera de nós quando nos adaptamos ao quotidiano.
Foi com isto em mente, este prazer ao correr e o início do ano, que comecei a correr. À séria. Duas a três vezes por semana, quatro quando as pernas, a vontade e o horário permitem. Comecei com 3,5km, passei para 4, 5 e agora nos 6. Quando estabeleço um marco em quilómetros, tento novamente, mas mais rápido, e depois os quilómetros e depois a velocidade e assim sucessivamente.
O que acontece quando corro é a liberdade. A pressão o pé na calçada, a leveza das pernas, mesmo quando exaustas, é como se tivéssemos nascido para correr e andássemos enganados à tanto tempo. O cansaço é bom, a força que damos a nós próprios nos metros finais do nosso objectivo deveria ser um mantra para a vida. Vá lá, tu consegues, são só mais uns metros, é só mais um bocadinho, vá lá Cris, nada é impossível. Só mais um bocadinho e depois o prazer. Do objectivo alcançado, das endorfinas em circulação, do sorriso da vitória pessoal, das pernas que ardem e doem, mas que estarão mais fortes na próxima vez. Sim, correr é como a vida. Sempre para a frente, sempre mais e melhor, sem sacrifício é impossível e quando somos persistentes e apaixonados vencemos sempre. E haverá vitória mais saborosa do que vencer o que fomos ontem para podermos ser amanhã?
Apesar da mudança do ano civil não ter nada de real, em total sinceridade é apenas um marco intelectual que facilita o registo do passar dos anos. Sim, é o tempo que a terra executa uma translação, mas pode começar a qualquer altura e terá o mesmo valor para o sistema solar. Aqui o marco do início do ano é importante para nós seres pensantes, que o utilizamos tantas vezes para vencer a estagnação que se apodera de nós quando nos adaptamos ao quotidiano.
Foi com isto em mente, este prazer ao correr e o início do ano, que comecei a correr. À séria. Duas a três vezes por semana, quatro quando as pernas, a vontade e o horário permitem. Comecei com 3,5km, passei para 4, 5 e agora nos 6. Quando estabeleço um marco em quilómetros, tento novamente, mas mais rápido, e depois os quilómetros e depois a velocidade e assim sucessivamente.
O que acontece quando corro é a liberdade. A pressão o pé na calçada, a leveza das pernas, mesmo quando exaustas, é como se tivéssemos nascido para correr e andássemos enganados à tanto tempo. O cansaço é bom, a força que damos a nós próprios nos metros finais do nosso objectivo deveria ser um mantra para a vida. Vá lá, tu consegues, são só mais uns metros, é só mais um bocadinho, vá lá Cris, nada é impossível. Só mais um bocadinho e depois o prazer. Do objectivo alcançado, das endorfinas em circulação, do sorriso da vitória pessoal, das pernas que ardem e doem, mas que estarão mais fortes na próxima vez. Sim, correr é como a vida. Sempre para a frente, sempre mais e melhor, sem sacrifício é impossível e quando somos persistentes e apaixonados vencemos sempre. E haverá vitória mais saborosa do que vencer o que fomos ontem para podermos ser amanhã?
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