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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

2017

Anos velhos, e duros, que vão embora. Anos novos, e temos esperança que melhores, estão a chegar.
Não sei porque certos anos a passar custam tanto. E ao mesmo tempo, passam num ápice sem darmos por isso. Este ano que passou até foi um dos melhores que tive, por tantas coisas novas que passaram. Mas ao mesmo tempo foi duro, muitas mudanças e adaptações, que por serem boas, não deixam de ser duras e mais ou menos difíceis.

Foi um ano...estranho. Muito bebés. Vi tanta criança nascer este ano que até fiquei zonza... A mais especial foi a nossa Feijoca boa! Como é possível que alguém tão pequenino e há tão pouco tempo no mundo possa ser tão importante e despertar tanto amor? Mas é a verdade! Dos sorrisos e simpatia à bochecha rechonchuda, a nossa menina é um doce! Tias babadas...  Também a Sofia restaurou e fortaleceu um laço de amizades, que apesar de vivo estava a precisar desta força. Pode ser só a minha interpretação, mas acho que a feijoca nos uniu ainda mais amigas do meu coração.

As mudanças devem servir para nos moldar, nos espicaçar e para ultrapassarmos os obstáculos que se impõem no nosso caminho. Este ano que passou a corrida deixou de ser tão presente. As razões são várias, e podem até ser consideradas desculpas, mas é o que é e o que foi já passou. Mas quero voltar. Quero voltar a sentir o cansaço a desaparecer em cada passada que bate no alcatrão. Quero libertar o stress de todos os dias, que tenho sentido com mais peso ultimamente, em cada toque do sapato no chão. Quero cortar metas, que existem mais dentro da minha cabeça do que propriamente em 5, 10 ou 42 kms. Quero fazer uso da inscrição do ginásio e voltar ao peso dum ano atrás. Quero e vou conseguir!

Também quero mais tempo de amigos e família! E ao mesmo tempo quero mais tempo para mim.

E quero para vocês. Quero que tenham força para escrever o vosso caminho, que nem sempre está alinhavado, ou com sinais luminosos. Quero que tenham força e saúde para poder definir as vossas metas e alcançá-las. Quero que tenham a força para dizer não e para dizer sim, qualquer que seja a vossa vontade. Desejo-vos coragem, para definir fins e declarar recomeços. Quero que tenham força para concertar em vez de jogar fora e para jogar fora de vez, quando já não serve. Desejo-vos a perseverança, tolerância e coragem que é necessária para ser feliz! Amor não vos desejo, amor eu dou-vos, o meu para vocês. Todos os dias.

sábado, 5 de novembro de 2016

Sorte

Tento, e com afinco, ganhar alguma coisa nos jogos de sorte. Euromilhões, raspadinhas, até no placard já joguei, imagine-se! Não sei o porquê, mas a sorte ao jogo não quer nada comigo... Ou são números ao lado, ou 100€ à minha espera, só bastava ter mais um boneco igual àquele (que nunca lá está!). Mas nunca acontece... Ou melhor, ganhei 13€ certa vez no euromilhões, mas acho que foi só a sorte a armar-se em engraçada e a gozar um bocadinho...
Mas ao mesmo tempo, tenho tanta sorte...
Há uns bons tempos que não andava por aqui. Nem vos sei dizer as vezes que abri o blogger, escrevi, até coloquei o título (começo sempre pelo início nestas coisas da escrita), mas não publiquei. Havia cá dentro coisas para escrever, para partilhar, mas não dava para chegar a esse lado. E neste amor, como em todos os outros, tem que haver vontade, ou são só momentos vazios.
Hoje, quando o B. partilhou coisas antigas deste sítio, fiquei mesmo com vontade de cá voltar. De bater as teclas, de forma fluída, e dizer-vos olá novamente. Olá!
Senti vontade de dizer-vos que também tive saudades! Também gosto deste sítio, de estar aqui. Não vou perder tempo a tentar entender ou explicar porque não vinha cá há tanto tempo. A resposta, por mais que procure, é simples: é a vida. E é mesmo, a vida. As coisas mudam, ou ficam iguais, mas a vida segue sempre. E seguiu. E hoje voltei cá. Pode ser que volte com mais brevidade na próxima. As saudades de escrever acabam por ser aquelas saudades de algo familiar que só nos apercebemos que sentimos mesmo falta quando voltamos a revê-las. E tenho sorte, por ter amigos que não se esquecem deste meu amor pela escrita. Amigos que gostam deste sítio, como eu. E tenho sorte, porque apesar de não ganhar nada nas raspadinhas, tenho tantas pessoas e tanto amor na minha vida que não preciso de mais sorte nenhuma. Acreditem, a maior sorte é mesmo essa. Cliché, básica, nunca banal, a maior sorte é ter alguém que se ama, ter amigos que não esquecem, almas que se conhecem e um sorriso no final de todos os dias porque tenho muito mais do que poderia imaginar um dia. Por isso, apesar de jamais poder ganhar o euromilhões, sou uma sortuda e tenho uma fortuna, um coração cheio e sempre com espaço para mais.
Tenho sorte, tenho-vos a vocês e, por isso, tenho sorte.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dia-a-dia

Dias longos, muitas horas de trabalho. Chegar a casa, deixar as roupas do dia e as situações do dia e as preocupações do dia. Beijinhos e amor à Amora. Que espera pacientemente todo o dia pelo amor, carinho, loucura e comida que trago comigo. Beijinhos à Amora, que dá muito mais do que exige de volta. Que preenche quando tudo parece estar ocupado e ter um lugar.
Comer. Não te esqueças de comer. Tanta preguiça. Tanta fome.
E o trabalho a fazer em casa. E a casa para aproveitar. E as luzes da cidade na janela.
As horas passam. Assim como a exaustão.
Nos dias da rua, a corrida gasta o que resta de energia do dia a dia. Os pés no asfalto, a respiração acelerada, o coração a bater mais depressa para colmatar o esforço das pernas e dos pés. Por vezes o cansaço compensa as repetições do quotidiano. A superação de algo pessoal, e tão banal para outros, mas que é uma vitória suada para quem começa agora.
Os sorrisos, as amizades e as alegrias partilhadas por aqueles que dividem um amor difícil de explicar. A cumplicidade entre aqueles que se estão a conhecer. O aspirar ao futuro e o tentar mais e melhor sempre a acreditar que caminhamos para a frente e para uma vida melhor. Para sermos mais e melhor. Sempre.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Amanhã

Amanhã há um eclipse solar, uma super-lua e é o equinócio da primavera. Amanhã entro de férias, as primeiras férias de 3 semanas da minha vida, e vou fazer 350 kms ao final do dia. Amanhã ficam as malas semi-feitas para a primeira saída do velho continente para o continente mais velho ainda. Não estou nervosa, não estou ansiosa, acho que o cansaço me deixou meio apática e só acredito que vou mesmo quando estiver a fazer escala em Doha. Tenho mil e uma coisas para fazer e estou sentada no sofá, com os olhos quase a fechar, enquanto escrevo estas palavras. Seguimos muitos caminhos e quando estamos a tomar decisões nem nos apercebemos do quanto estas podem moldar a nossa vida. Queremos ser mais e melhores, mas o cansaço é tanto que acabamos por cair em armadilhas que a nossa própria mente nos prega. O cansaço e o desejo. Nunca acreditei que é preciso fugir das coisas para as resolver, acredito mesmo no contrário. Mas talvez o mundo não seja feito à minha medida, e aprender a vê-lo, também, pelos olhos dos outros seja a maneira certa de caminhar. Não é que não se queira, tantas vezes, tomar aquele trilho, fazer aquela corrida, deixar aquela mão, que não está estendida nem recolhida. Não é que não se queira, agir como se pensa, sentir como se vê.  Não fujo, mas vou. Vou porque o trilho, seja ele qual for, está lá à frente. Necessita de movimento para ser alcançado. Movimento além do circular. Vou porque a coragem nunca me faltou, embora tantas vezes fraqueje sobre o peso do mundo. Vou porque não sei ser de outra maneira que não esta, porque não sei aceitar sem questionar e porque temos que ir para aprender. Vou pela amizade, pelo amor, pela terra, pelo mar, pela cultura, pela diferença, pelos tigres e pelas aranhas panadas. Vou pela diferença e pela aprendizagem. Vou, porque não fujo, mas preciso da distância. O outro lado do mundo nunca me pareceu tão perto, nem tão feliz.
Vou, porque sou, e vou continuar a ser, mas mais e melhor.
Vou.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Resoluções de ano novo

Tive um ano tramado. Aprendi muito sobre mim e sobre as pessoas. Aprendi que tenho muito que aprender sobre mim.
Há muito tempo que vivia com a convicção que me conhecia bem e que sabia o que andava por aqui a fazer. Não podia estar mais errada.
Sinto que vivi mais neste ano apenas, do que em dois ou três, dos ditos normais. Tenho aprendido que não sou apenas teimosa, mas que, tal como qualquer alma, tenho alguma resistência à mudança. Que dói quando pomos muito de nós em algo que no final não corre da maneira esperada.
Aprendi que tenho muito que aprender sobre mim.
Aprendi que mudar requer mais do que perceber a necessidade de mudança. Mudar requer um esforço diário, requer resiliência, e sobretudo requer fazermos algo que não fazíamos até então.
Não tenho propriamente resoluções de ano novo. Tenho coisas que gostaria de fazer, tenho lutas que gostava de travar e tenho sonhos dos quais queria conseguir desistir.
Acho que a maior lição que tenho tentado assimilar na minha cabeça é a de aceitar o mundo à minha volta e não tentar mudá-lo. Apenas viver o que tenho a viver, sem deixar que os meus pensamentos e as minha percepções do mundo me façam sofrer mais do que o necessário. Sei que a dor e o sofrimento fazem parte da vida, tal como o bem estar e a alegria. Apenas queria aprender a aceitá-lo de forma mais graciosa.
Farei 30 anos no ano que se aproxima, e isso nunca me soou tão bem. Aproveitar um marco e uma data importante para determinar algumas mudanças em mim. Crescer é uma aventura. E estou determinada em ser uma pessoa melhor, para mim própria e para os outros.
Feliz Ano Novo 2015!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

"Sou teu amigo, sim. Tens um amigo em mim."

A inspiração vem dos sítios mais inóspitos, mas a inspiração deste post é bastante concreta e tem tudo a ver.

O que é um amigo é uma questão com a qual, cedo ou tarde, todos nos deparamos na vida. Nem que seja porque a amizade é o sentimento que mais sentimos, ou pelo menos comigo é assim. Temos o amor de irmãos, mas que também são nossos amigos e logo também inclui a amizade. Temos o amor paixão, que se não forem amigos não será uma paixão muito duradoura. Temos os colegas de trabalho que se tornam amigos, e até o senhor da padaria, onde compramos o pão fresco, que por ser fresco está quente.

Para mim a amizade é o mais nobre dos sentimentos. O mais puro. Um amigo não deve nada, não tem obrigação de nada, apenas é sentimento. Apenas é sentir e prazer de desfrutar momentos juntos. Prazer pela companhia, pela conversa, pelas gargalhadas, pelo mau feitio tão sedutor e engraçado, prazer em partilhar a vida com outra vida que se liga a nós.

Mesmo sem obrigação estarão lá. Esteja eu certa ou errada, irão ouvir e compreender. Vão ser duros quando é preciso e doces quando nada mais resta. Não precisamos falar todos os dias, mas sinto a presença deles, diariamente, como uma camada extra de carinho sobre o coração.

E o que mais me fascina na amizade é que eles estão lá porque sim, porque gostam, porque o prazer que sinto na sua companhia é recíproco, a dureza e a doçura também. Um conforto, uma compreensão e um amor que não se podendo explicar é muito fácil de entender.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Happy New Year

2013 foi um ano inesperado. Tantas coisas novas, tantas sensações novas, tantos lugares novos. A coragem que nasceu não sei de onde e apoderou-se da minha vida não sei porquê. Os lugares novos, as fotografias, as recordações. Mais trabalho, mais responsabilidade e mais tempo ocupado. Mais membros na família da amizade, alguns acabados de nascer, outros ainda na barriga. Doçura, carinho e mais umas quantas sensações novas, que me foram conquistando ou que talvez tenham sido conquistadas por mim.
Foi um ano bom, contrariamente à superstição do 13.
Talvez tenha sido esse o segredo.

Feliz 2014!


segunda-feira, 22 de julho de 2013

pequenas coisas e coisas pequenas

A inspiração vem dos sítios mais estranhos. Um pássaro a voar, uma borboleta que poisa na tua mão e à qual sopras para que continue a sua viagem, um sorriso sincero e um olhar sedutor. Às vezes, lemos um texto, dum autor qualquer, e que espelha na perfeição a nossa história. É a simetria do que sentimos, ou desejamos sentir.
Um texto fez-me lembrar como a felicidade é o caminho e não o destino. O calor do sol sob os olhos fechados e o cheiro a mar. A companhia silenciosa e os sorrisos disfarçados, mas que vemos bem e sentimos ainda melhor. O carinho de um amigo, o abraço de um irmão. Os teus dedos no meu cabelo e o teu cheiro envolvente.
Uma gargalhada. Haverá maior felicidade que uma gargalhada pela razão mais tola? Haverá maior cumplicidade do que dividir um sorriso?
Por isso mesmo, a felicidade é o caminho. É a soma de todas as pequenas coisas que fazem sentido, e de algumas coisas pequenas sem sentido algum. A felicidade são os pedacinhos, as metades, os restos até, dessas coisas indescritíveis das quais é difícil falar. A felicidade não se explica, sente-se. E na maioria das vezes, só temos a percepção de sermos felizes uns tempos depois. A perspectiva de um sentir passado, em que na altura estávamos demasiado envolvidos para perceber. Desconfiamos, porque a paz que sentimos é reconfortante e turbulenta, é lago quieto e mar revolto.
As pequenas coisas fazem a diferença e as coisas pequenas, toda juntas e amealhadas fazem coisas enormes. A felicidade comporta-se assim, ninguém é feliz, e somos todos felizes. Porque não se pode ser um acontecimento nem um caminho sempre, vivemos acontecimentos e fazemos caminhos, e é essa aventura que nos torna felizes. Aquele momento e todos os outros em que recordamos os nossos pedacinhos passados. Assusta, mas todas as coisas verdadeiramente boas metem medo. Ultrapassá-lo é também um caminho para ser feliz!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

I'm spoiled, by your love...

Sempre gostei do dia do meu aniversário. Desde miúda, quando fazíamos festas com balões, sandes de fiambre e gelatinas. Gosto de ter um dia meu. Lembro-me da minha mãe me ir levar a prenda à cama, na manhã do meu aniversário e lembro-me dos beijinhos e dos abraços. Depois crescemos e na escola num tempo em que o contacto e o toque se descobrem, recordo como eram bons os beijinhos e os abraços dos amigos. Fizeram-me uma festa surpresa quando fiz 18 anos. Apareci numa camisa de dormir, que já era velhinha nessa altura e que ainda hoje durmo com ela, e apareceram as vossas caras e os vossos "surpresa". Fiquei emocionada e envergonhada, porque uma camisa de dormir dos meus 13 anos já deixa algumas coisas destapadas aos 18, nem vamos falar aos 28. Mas fiquei, principalmente, feliz. Todos os esquemas e todos os planos para eu não desconfiar, e não desconfiei, e a vossa alegria de me terem conseguido surpreender mesmo.
Gosto de fazer anos.
Gosto mesmo. Não me sinto mais velha. Sinto-me mais amada. Sinto-me querida.
Numa época em que muitas relações e sentimentos se tornam efémeros e muitas vezes descartáveis. No dia do meu aniversário o vosso sentimento é tangível, chega a mim. Parece que o véu que pousa no sentir das pessoas se levanta, e dizer gosto de ti, é permitido. Dizer, és linda nunca mudes, é permitido. Muitos beijinhos e tenho saudades, não calha mal e sabe tão bem.
Eu sinto muitas coisas e de maneira muito variada, tanto em forma como em quantidade. Acredito que escrevo porque as palavras espelham e confortam as mil coisas que sinto. Não sei se o faço bem, provavelmente poderia fazê-lo melhor, mas serve o propósito para o qual o faço. Sentir. Às vezes sinto tanto que não consigo exprimi-lo nas conversas, às vezes consigo exprimi-lo nas acções, mas fico sempre a achar que ficou aquém do que deveria ter sido. Escrever ajuda. Vocês gostarem do que escrevo é maior do que qualquer texto ou quaisquer palavras.
No dia que fazemos anos é permitido sentir e mostrar aos outros aquilo que sinto todos os dias. Aquilo que controlo com uma personalidade mais ou menos forte, com um temperamento mais ou menos explosivo e com uma timidez, muitas vezes desarmante para mim e injusta para vocês. No meu aniversário não existe qualquer embaraço em amar e ser amada de volta, existem só congratulações. E muitos gosto de ti e és querida. No fundo preciso acreditar que sou todas as coisas que vocês pensam de mim, e me dizem no dia do meu aniversário, e por isso gosto tanto de fazer anos. Não sou insegura, ou melhor, não o sou mais do que qualquer outra pessoa que se conhece e sabe quem é, mas saber que a minha visão de mim é partilhada por vocês, faz envelhecer valer a pena.
Por estes motivos todos, gosto muito de fazer anos!
A vossa mana, sis, laranjinha, cricket, amiga, doida e querida gosta de vocês ainda mais do que gosta de fazer anos!
<3

sábado, 11 de maio de 2013

calor e sol (este texto não foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

Oh se gosto do calorzinho que se sente este fim de semana. E gosto do calor do amor dos meus amores também, esse que dura todo o ano. Dizíamos ontem e é verdade, não se pode agradar a gregos e a troianos, impossível. Mas agradar alguém custa tão pouco, é tão fácil, e surpreendam-se agora, faz-nos tão bem, ou melhor, que a pessoa à qual fizemos a fofice. Acredito piamente nisto! Não sou idiota (pelo menos vivo com a convicção que não sou...), não trato bem quem me trata mal, mas tento dar o benefício da dúvida e ouvir as pessoas e as suas razões. Temo que a razão mais comum é o egoísmo. Achamos que merecemos tudo e devemos nada. Não. Errado. Merecemos exactamente o mesmo que damos. Igual. Sem tirar nem pôr. Às vezes o orgulho também nos impede de dar antes de receber. E outras vezes é o medo. Lembram-se de aí há uns tempos, lá para o dia de São Patrício, eu escrever que para amar temos que ser corajosos? Pois é, temos mesmo. E não é para todos, infelizmente. Parece que quanto mais temos a possibilidade de ser, mais nos limitamos. Estranho. Parece que já não confiamos uns nos outros. Eu até entendo, é difícil confiar a outra pessoa um dos nosso bens mais preciosos. Mas este bem, ao contrário dos outros que custam dinheiro, aumenta de valor com a partilha. Fica mais forte e melhor. Mais frágil também. Mas não é essa a maravilha da vida? A fragilidade das coisas que nos faz aprecia-las e vivê-las com um sabor de precariedade que torna tudo único e especial. Eu acredito mesmo nisto. Acho que perdemos horas demais a pensar no que devemos dizer e fazer, ao invés de passar à acção.
Já vos pedi perdão uma vez por esta razão e volto a fazê-lo. Desculpem se vos deixo pouco à vontade com os meus abraços, beijinhos e gosto de ti. Perdoem-me se me falta a conversa quando me sinto pertinho do vosso coração. Fico tímida quando sinto mais do que penso. Perdoem-me que precise de vocês para ser feliz, mas que não precise de falar com vocês todos os dias. Não preciso. Tenho bem juntinho a mim todas as certezas do que nos une.
Poderíamos viver sozinhos, comer sozinhos, mas sonhar sozinhos não dá gozo. Por isso preciso de vocês. De rir com vocês. De desabafar com vocês. De chorar com vocês. De correr e cair com vocês. Porque qualquer que seja a luta, com vocês vira aventura.
Obrigada pela coragem. Obrigada pela partilha, Obrigada por me tornarem mais forte ao me dividir com vocês. <3

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Obrigada

Acho que este blog anda a ser muito mimado! :) Obrigada por lerem e gostarem. Obrigada por tentarem compreender, nem que seja por um segundo, tudo o que passa pela minha cabeça.

Tenho a certeza que nem os que me conhecem bem, por vezes imaginam que tanta coisa se passa dentro de mim. Sempre gostei de livros e principalmente, sempre gostei de palavras. Acredito que as palavras encerram um poder quase infinito de moldar o mundo à nossa volta e o mundo dentro de nós. Com elas podemos exprimir e dar a conhecer e quem escreve, mesmo que seja tão amador como eu, é como se partilhasse pedacinhos da alma. Sei que nunca irei ser astronauta,nem  comediante e nem escritora de bestsellers, mas ao partilhar as minhas palavras convosco sinto que todos os sonhos em mim são possíveis. E sei que o são. Ao gostarem do que eu escrevo, eu sinto mesmo que gostam um bocadinho de mim, porque estas palavras são tão minhas como os olhos grandes cor de mel e os caracóis despenteados.

Por isso obrigada, por partilharem as minhas palavras e na extensão delas, os meus sonhos. Obrigada por acreditarem que se tentarmos conseguimos realmente fazer a diferença, nem que seja através de uns riscos numa folha de papel. Obrigarem por me lerem, porque essa é a minha maior ambição. Dar a conhecer a vocês as minhas palavras.

Obrigada.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Morreste-me

As palavras entram em nós e sentimo-las pelo que somos, por tudo o que vivemos e por tudo o que podemos imaginar. As vozes que saiem do papel invadem-nos com calor, dor, sofrimento e prazer. As dores e as paixões são partilhadas pela ponta de uma caneta, numa folha de papel. E quando existe uma transplantação de arte e as letras se transformam em movimento e calor, quando os sons passam do papel para o ar e a nuvem do possível se torna palpável. A imensidão do que nos invade é pesada e dolorosamente doce. Sentimos a pressão esmagadora de uma dor que não é nossa, mas poderia ser, um desespero que não imaginamos mas conseguimos sentir.
Doeu. Emocionou. Tocou. Fez sentir.
O que passaste para o papel, depois que o sentiste a pesar na tua alma. Tu, que nasceste com o dom de fazer sentir, sentes tanto, que para nossa benção, e espero para alívio do teu sofrimento ou paixão, consegues fazer caber em palavras. As palavras limitadas são transcendentes e intemporais no final da tua caneta. Não deixes de partilhar o teu dom e a tua alma connosco.
Obrigada!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Capítulo 1


-Raio de tempo! – Pensou Elisa quando saiu de casa e olhou para as nuvens. O céu reflectia o seu humor, negro e húmido. Elisa acordou nesse dia a sentir-se velha e cansada. Apesar de ter apenas 32 anos, certas manhãs parecia que carregava o mundo nas costas.
Tinha sonhado com a mãe nessa noite, ainda não conseguia conceber um mundo onde a mãe não existisse. Era uma dor sempre presente. Apesar disso foi um sonho bom, Elisa tinha sonhado com o piquenique que tinham feito nas margens de um lago, quando tinha 12 anos. Foi um dia perfeito. Mas o sonho, apesar de feliz, deixara marcas em Elisa, tumultos presentes a cada vez que sonhava com a mãe.
A praça principal da cidade estava cheia de vida, como acontecia todas as manhãs. Homens de várias origens tornados irmãos pelos fatos de corte semelhante. O incessante burburinho ensurdecedor provocado pelos madrugadores que trabalham no centro da capital. Elisa sentia-se em casa. Aquele era o seu mundo, era a capitã do navio que era a sua vida.
Ao entrar no átrio em mármore frio do prédio onde trabalha, Elisa vê ao longe um homem alto e elegante, que apesar de não ser o mais bonito do escritório, é com toda a certeza o mais conhecido.
-“Bom dia Elisa, já viste esta chuva? Nunca mais chega o Verão!” – Gonçalo era simpático, talvez demasiado simpático. Fazia-a rir de todas as vezes que conversavam e o facto de namoriscar com todas as mulheres do escritório, incluindo ela própria, era só mais um traço enternecedor da sua personalidade. E ao contrário do que seria esperado era algo que o tornava ainda mais charmoso e interessante, do que era na realidade.
-“É hoje que aceitas tomar aquele cafezinho comigo? Va lá, aposto que te ias divertir!”
-“Gonçalo, diz-me a sério, quando é que te vais cansar de ouvir não?” – Perguntou Elisa a sorrir.
-“ Um não teu? Nunca!” – Gonçalo sorriu, aquele sorriso matreiro que tanto agradava Elisa e que por vezes lhe dava vontade de responder sim aos inúmeros convites que ele lhe fazia todos os dias. Mas ela sabia quem ele era, e Elisa era apenas mais uma. Independentemente disso, Gonçalo deixava-a sempre bem-disposta e naquele dia, em especial, agradeceu-lhe por isso.
-“ Mais uma vez obrigada. E, como gosto de ser coerente, fica para uma próxima vez!”
Gonçalo piscou-lhe o olho e afastou-se, com um sorriso matreiro e um olhar lânguido. Era confortante saber que havia coisas que nunca mudavam, Elisa sorriu e dirigiu-se à sua sala.
Ao entrar Elisa reconheceu a vista da janela e o monte de papéis que tinha deixado em cima da mesa na noite anterior.
-É incrível como o trabalho se acumula – suspirou Elisa enquanto olhava para a sua secretária. Só quando se sentou é que reparou que tinha correio em cima da mesa.
Já tinha mudado de casa há quase 6 meses e mesmo assim ainda lhe reenviavam para o emprego o correio extraviado que ia parar à morada antiga.
- “Estranho, uma notificação do tribunal.” – Pensou Elisa enquanto abria a carta com a sua faca de envelopes, prenda do pai no Natal anterior.

Elisa não poderia adivinhar como a abertura daquela carta iria mudar a sua vida. Talvez fosse uma mudança aquilo que Elisa precisava, mas o que aconteceu, ninguém, muito menos Elisa poderia adivinhar.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Amigas

Mesmo que as coisas sejam difíceis e negras, ter amigas como vocês é ter casa, ao invés de um sítio onde se vive. É saber que haverá sempre ajuda para limpar uma lágrima que foge ou o chão sujo depois da festa. É ter a quem ligar a tarde e a más horas e é ter quem nos ouça com carinho quando tudo o que queremos é calar. A festividades trazem a melancolia, mas aquilo que vocês me fazem sentir dura todo o ano, todos os anos.
Existem poucas coisas mais maravilhosas do que ter alguém que sabe quando perguntar se está tudo bem. O teu sorriso nunca me engana, conheço-os a todos, mesmo aqueles que usas e não sentes. Gostava que vocês conseguissem imaginar o quanto é ridiculamente enorme aquilo que sinto por vocês. Como se metade de mim fosse vossa, como se a vossa felicidade e a vossa dor fossem minhas. Como se tudo aquilo que não dizemos verbalmente fosse dito com um olhar e um encostar de cabeça. Sei tudo o que me querem dizer e sei também que tudo isto é recíproco. Tem volta. É infinitamente circular, onde o início e o fim, não se encontram porque não existem.

Não vos peço perdão pelas coisas que calo, porque a minha alma é turbulenta. Não peço perdão porque vos amo e isso, sei bem, é suficiente.

Hoje, e ontem, e por todas as coisas. Pelo sol e pelo mar que partilhamos, pelas festas e pelas alegrias que construímos. E principalmente pela amizade que nos une, escrevo este texto só. Este texto que não chega, nem raspa a superfície de todas as profundidades que dividimos. Este texto, que me aqueceu o coração e me encheu de angustia, por acreditar que ele fica muito aquém do que são para mim.

Vocês são a família que eu escolhi.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

This is Christmas *

Chegou o final do ano. O último mês, as despedidas do ano velho e a antecipação do ano novo.
Hora de balanços, de fechar agendas, jogar tralha fora.
Este é o mês das ruas enfeitadas e dos mil anúncios de publicidade a brinquedos e milhentas coisas de que não precisamos mas sem as quais não podemos passar. Este é o mês da solidariedade e da entre-ajuda, este é o mês em que nos apercebemos que não estamos sós, não vivemos sozinhos.

Mas este é principalmente o mês da família, dos miminhos e da árvore de Natal. Este é o mês das camisolas de lã e dos gorros e luvas quentinhos. É o mês em que sonhamos com tudo o que iremos conseguir no próximo ano. É o mês dos planos e da percepção das mudanças que precisamos de arquitectar para seguir com a nossa vida. É o mês dos Se eu, ou dos Talvez. É o mês em que nos sentimos mais ligados ou mais sós.

Gosto de Dezembro. Gosto de estar num café a beber chocolate quente e com a rua cheia de luz e cheia de gentes. Gosto do cheiro do frio e do quente das botas altas. Gostos dos embrulhos. Gosto das músicas de Natal, mesmo aquelas gastas e ronfenhas de tantas vezes serem tocadas.

Gosto do amor que emana desta época do ano. Gosto do espírito de Natal porque gosto de pessoas e acredito que nesta altura transbordam aquilo que são, quentes e humanas. Nesta altura do ano são mais pelos outros e mais pelo mundo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

lazy autumn afternoon...

E quando, à tarde, olhamos o céu está tudo escuro. Apenas sopra um vento delicado que nem assobia, apenas abana as folhas mais bailarinas. Existe no ar um conforto familiar misturado com o cinzento a dar ares de chuva.
Suspiro. Inspiro fundo e sorrio, ao reconhecer aquela parte de mim que colecciona memórias vivas. Aquela parte de mim que grava estes momentos no canto das memórias doces. As memórias doces são aquelas que recuperamos quando temos um dia negro ou uma surpresa boa. As memórias doces são aquelas pequenas coisas na vida que fazem as grandes coisas valer a pena. São os sorrisos sem razão aparente e são as lágrimas quentes de comoção. As memórias doces são a nossa aceitação que não somos mais do que um pontinho, uma peça num puzzle de milhões.
Tenho muitas memórias doces, faço questão disso!

O teu abraço, o teu sorriso, o teu obrigada e ainda o teu, gosto de ler o que escreves. Sim, estou a falar de ti, que estás a ler. Tu és provavelmente a minha memória mais doce. Alguma coisa que passámos juntos ou vivemos juntos. (suspiro e sorriso, ao mesmo tempo)

Não estou a falar daquela festa ou naquele jantar, estás enganado. Estou a falar daquele segredo e daquele sorriso. Do bolo e do copo de leite, da desilusão que ficou mais leve depois de partilhada, do medo e da força vais conseguir.
Estou a falar do silêncio, a minha memória doce preferida! Estou a falar do milhar de coisas que partilhamos quando apenas olhamos um para o outro, ou quando olhamos juntos para alguém, ou alguma coisa. Estou a falar de gargalhadas e de piadas secas. Estou a falar de conforto e cumplicidade. Agora, já acreditas que falo de ti? Sim, estou a falar de ti desde o início.

Gosto das minhas memórias doces porque gosto de pessoas, de locais e da natureza. Gosto do vento e do mar e do sol e gosto acima de tudo de pessoas, como tu e diferentes também. Gosto das diferentes porque aprendo coisas novas com elas e gosto de ti porque me revejo nas tuas coisas.

Gosto de memórias doces, são as melhores, são as que constroem, são as que moldam e acima de tudo são as mais verdadeiras.

Este texto foi uma memória doce.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O início

Começou a ideia ontem. Começou a escrita hoje.

Faço-o sem qualquer pretensão de ter sucesso, apenas quero terminar as páginas que já comecei.

Não sei se a história é boa, nem sei se é assim que se faz, mas estou com vontade de escrever. E fá-lo-ei até contar a história que alinhavei na minha cabeça.

Estou com medo de não conseguir chegar ao fim. Estou com medo de que seja uma história tão má que ninguém goste. Tenho medo de me cansar e desistir a meio. Mas luto contra esse medo e conto a minha história. A história de uma vida aparentemente normal e realizada, mas que descobre o elemento que falta para a felicidade, o amor.

Não sei se vos falarei mais alguma vez deste livro que comecei a escrever. Não sei o que é suposto acontecer quando estamos a escrever. Mas no fim, se lá chegar, dir-vos-ei e espero que sintam orgulho em mim. Em parte é por vossa causa que o faço. Obrigada por isso.


Não tem título ainda.

domingo, 4 de março de 2012

E ao ver-te chegar, sorri.

E ao ver-te chegar, sorri. Como sempre. Senti o teu abraço forte e senti-me em casa. Como sempre.
Acho que te consigo ler, mesmo quando tudo o que desejas é sentir o conforto da minha presença, sem o desconforto de eu te conhecer. E conheço. E acho que amas e odeias essa característica em mim.
Sinto-me única para ti, e sei que sou. E por isso talvez a tua dor magoa, como se fosse minha. Se fossemos românticos poderíamos teorizar acerca de como as nossas almas são irmãs e de como os nossos corações batem em sincronia. Mas não somos, pois não? Por isso eu sei que me amas porque te entendo. Acima de tudo. Entendo a tua alma acima das minhas convicções, crenças e verdades.
Nem sempre concordo contigo, mas sinto-me amada de volta quando te vejo respeitar o meu desacordo. Sinto-me amada quando sorris para mim, mesmo quando estás magoado. Sinto-me amada quando me perdoas.
E sei, que se te dissesse que a tua dor magoa como se fosse minha, tentarias faz-me acreditar que está tudo bem.
Está sempre tudo bem.
Mas não está, pois não?

Só quero que entendas que não há problema se não estiver tudo bem. Que ninguém está sempre bem. Que podes estar menos feliz, hoje. Que vou sempre estar à tua cabeceira a perguntar se está tudo bem. E, que vou sempre acreditar que está quando me sorris que sim, mas que vou fingir quando só dizes que sim. Porque amo a tua força e odeio-a, por vezes.
Os nossos silêncios são mais importantes do que qualquer conversa porque os teus olhos me dizem mais do que o maior dos teus discursos.
Não sinto necessidade de te dizer que podes confiar em mim. Sabes que podes. Não sinto necessidade de te explicar quem sou. Tu conheces-me. Mas, por vezes preciso de te mostrar quem és, para mim.

Sempre fomos amigos, mas agora somos mais amigos ainda. Partilhamos mais do que coisas e situações em comum. Vemos a vida de modo semelhante. E porque já senti tudo o que podes ser e tudo o que trazes dentro de ti, acho que mostras pouco ao mundo. És mais do que aparentas. Sei que é assim que queres ser. Sei que mostras exactamente o que pretendes. E, talvez, seja eu quem teve mais do que era suposto. Mas como a tua dor me magoa a minha também te dói, eu sei. E não foi possível evitar que te ligasses a mim. Obrigada por isso. Obrigada por me deixares conhecer-te.
Por te conhecer, entendo quem és. Mas não concordo. Acho que serias mais feliz se mostrasses mais. Se deixasses o sol entrar e reflectir tudo aquilo que eu conheço, mas que a maioria não faz ideia. Sei que é difícil. Sei que não é isso que queres. Sei que te contentas com pouco, mas também sei que no fundo, esperas sempre mais, e isso é algo que nem a ti admites, certo?

Quero que caminhemos juntos, quero que percebas que as tuas coisas não me pesam, que as carregaria com prazer, se assim tivesse que ser. Quero que entendas que o teu melhor e o teu pior, são amados por mim da mesma maneira, com a mesma força.
Porque não somos românticos, mas se fossemos as nossas almas seriam irmãs. Gémeas. Siamesas.
Quero que percebas que o meu sorriso é mesmo mais bonito quando estás por perto, porque me fazes feliz. E quero que entendas que quando estás magoado comigo preciso que me digas que estás. Preciso que te zangues comigo. Porque suportaria qualquer coisa por ti e pela nossa irmandade, mas não suportaria deixar de ser importante para ti. Não suportaria ser menos amada por ti. Não suportaria deixar de ser eu na tua vida.

No fundo, tudo o que quero dizer com todas estas palavras, espaços e pontuação, é que eu sinto sempre. Que eu não insisto porque sei que contigo insistir piora as coisas. Que não repito muitas vezes porque sei que ouves à primeira. Sei que tu sabes o que me chateia e magoa, e sei que se o fazes estás a falar comigo. Quero que saibas que também eu, ouço sempre, à primeira. Escolho ignorar, por vezes, por preocupação. Outras vezes, para não perder quem sou, aquela que insiste. Aquela que pergunta vezes sem conta. Aquela que, espero eu, dê o mais que esperas, mas que não admites.

Amo-te, sei que sabes. Sabes que o digo para ti, mas por mim.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

speaking different languages

We meet people all the time.
We meet great people all the time, sometimes we meet not so great people and sometimes even crappy people.

I had the privilege to have met some extraordinary people last year. And they are sweet and nice, just because. And they liked me and cared, just because. And they love my smile, and I love that!   

I never saw myself as a public relations kind of person, but I've always loved to know things and to meet people. And sharing those moments of joy and laughter, teaching you things about my country and learning some too! Learning about your home and wishing to see all of the amazing things you speak about, has made me a richer person. I'm better thanks to you. 

And you're mistaken if you think that we have to know someone for many years for them to be important and to matter. Sometimes all it takes is dinner, a night out and people speaking different languages.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Umas ideias a propósito do dia dos namorados!

Have you ever seen an angry sea? Revolting waves crashing mercilessly against the sand? Do you suppose that's how a heart feels when it's in love? I believe that's exactly how it feels.
Before, everything is quite. All the stones, all the plants, all the living things have their place, their order. Then a storm hits and all is changed. Nothing belongs anymore, nothing has its rightful place, nothing is. And how good it feels after a storm has hit, it's like a fresh start, a learning of news feelings and new things and new places. Bless the storms for they make the sea alive. Like love makes a heart alive, too.

À parte dos corações por todo o lado, dos peluches pirosos, frases lamechas, poemas fantásticos e músicas românticas e algumas até divertidas. Acredito que o amor deve ser celebrado. Sob todas as formas. Em todas as ocasiões. Apesar de ser apenas uma desculpa consumista, eu acho que o dia de São Valentim pode ser utilizado como um medidor de quanto amor damos ou recebemos. Se ele for de facto um dia onde as coisas são diferentes, melhores, então talvez devessemos mudar o objecto do nosso amor. Todos os dias são dias de amor, se o sentimos apenas neste dia no ano, algo se passa. Dar devia ser fácil, e é. O que acontece a quem dá é que inequivocamente vai esperar algo em troca, pois é assim a natureza das relações humanas. Deveríamos dar altruisticamente, mas a verdade é que até os nossos actos altruístas servem um propósito, o de nos sentirmos bem com nós próprios ao ajudar os outros, e por isso, no fundo, não o são. Quem recebe certamente recolhece a agradável sensação que é sermos amados/queridos por alguém. Não o sentirão de volta? Não querem que a pessoa saiba o quanto os seus gestos/palavras são importantes? Dêem de volta. Será a melhor recompensa para quem o recebe e vão ver como a sensação inicial é melhorada.
Não vivemos sozinhos no mundo, grande novidade, mas a verdade é que se estamos sós a culpa também é nossa. Não é difícil dar, nem receber. Basta colocarmo-nos no lugar do outro e pensar no que gostaríamos que fizessem por nós se estivessemos na mesma situação.
Por isso, perdoem-me se sou lamechas, perdoem-me se vos deixo pouco à vontade com algumas das coisas que digo, perdoem-se se vos abraço sem estarem à espera e por favor, não fiquem tão surpreendidos quando vos faço um elogio. Tudo o que digo, escrevo e demonstro é verdadeiro, apenas não o consigo conter. E penso, se eu soubesse que alguém pensa isto de mim, eu gostaria de ouvi-lo, e por isso falo. E se soubessem o prazer que é para mim apanhar-vos de surpresa e ver a reacção de ternura que se segue àquilo que digo, surpreendiam-se mais vezes!