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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Sinto que te conheço

Uma memória de 2014 ao acabar de ler um livro do José Luís Peixoto. O sentimento continua igual:
"E quando termino a página, sinto que te conheço. Sei que não faz sentido. O que eu acabei de ler, muitos acabaram de ler. Talvez agora, em estranha sintonia. Mas eu por te ler, sinto que te conheço. Entendo todas as palavras que escreves e consigo imaginar-te a escrevê-las. Entendo a inquietação que te assombra. E sei também que apenas ela te faz escrever para que eu possa sentir. Talvez não sejas tu que eu conheço, mas a inquietação. Essa que te faz escrever. Essa que me faz escrever, às vezes. Essa que me faz sentir, sempre. Seja como for, sinto que te conheço"

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

2017

Anos velhos, e duros, que vão embora. Anos novos, e temos esperança que melhores, estão a chegar.
Não sei porque certos anos a passar custam tanto. E ao mesmo tempo, passam num ápice sem darmos por isso. Este ano que passou até foi um dos melhores que tive, por tantas coisas novas que passaram. Mas ao mesmo tempo foi duro, muitas mudanças e adaptações, que por serem boas, não deixam de ser duras e mais ou menos difíceis.

Foi um ano...estranho. Muito bebés. Vi tanta criança nascer este ano que até fiquei zonza... A mais especial foi a nossa Feijoca boa! Como é possível que alguém tão pequenino e há tão pouco tempo no mundo possa ser tão importante e despertar tanto amor? Mas é a verdade! Dos sorrisos e simpatia à bochecha rechonchuda, a nossa menina é um doce! Tias babadas...  Também a Sofia restaurou e fortaleceu um laço de amizades, que apesar de vivo estava a precisar desta força. Pode ser só a minha interpretação, mas acho que a feijoca nos uniu ainda mais amigas do meu coração.

As mudanças devem servir para nos moldar, nos espicaçar e para ultrapassarmos os obstáculos que se impõem no nosso caminho. Este ano que passou a corrida deixou de ser tão presente. As razões são várias, e podem até ser consideradas desculpas, mas é o que é e o que foi já passou. Mas quero voltar. Quero voltar a sentir o cansaço a desaparecer em cada passada que bate no alcatrão. Quero libertar o stress de todos os dias, que tenho sentido com mais peso ultimamente, em cada toque do sapato no chão. Quero cortar metas, que existem mais dentro da minha cabeça do que propriamente em 5, 10 ou 42 kms. Quero fazer uso da inscrição do ginásio e voltar ao peso dum ano atrás. Quero e vou conseguir!

Também quero mais tempo de amigos e família! E ao mesmo tempo quero mais tempo para mim.

E quero para vocês. Quero que tenham força para escrever o vosso caminho, que nem sempre está alinhavado, ou com sinais luminosos. Quero que tenham força e saúde para poder definir as vossas metas e alcançá-las. Quero que tenham a força para dizer não e para dizer sim, qualquer que seja a vossa vontade. Desejo-vos coragem, para definir fins e declarar recomeços. Quero que tenham força para concertar em vez de jogar fora e para jogar fora de vez, quando já não serve. Desejo-vos a perseverança, tolerância e coragem que é necessária para ser feliz! Amor não vos desejo, amor eu dou-vos, o meu para vocês. Todos os dias.

sábado, 5 de novembro de 2016

Sorte

Tento, e com afinco, ganhar alguma coisa nos jogos de sorte. Euromilhões, raspadinhas, até no placard já joguei, imagine-se! Não sei o porquê, mas a sorte ao jogo não quer nada comigo... Ou são números ao lado, ou 100€ à minha espera, só bastava ter mais um boneco igual àquele (que nunca lá está!). Mas nunca acontece... Ou melhor, ganhei 13€ certa vez no euromilhões, mas acho que foi só a sorte a armar-se em engraçada e a gozar um bocadinho...
Mas ao mesmo tempo, tenho tanta sorte...
Há uns bons tempos que não andava por aqui. Nem vos sei dizer as vezes que abri o blogger, escrevi, até coloquei o título (começo sempre pelo início nestas coisas da escrita), mas não publiquei. Havia cá dentro coisas para escrever, para partilhar, mas não dava para chegar a esse lado. E neste amor, como em todos os outros, tem que haver vontade, ou são só momentos vazios.
Hoje, quando o B. partilhou coisas antigas deste sítio, fiquei mesmo com vontade de cá voltar. De bater as teclas, de forma fluída, e dizer-vos olá novamente. Olá!
Senti vontade de dizer-vos que também tive saudades! Também gosto deste sítio, de estar aqui. Não vou perder tempo a tentar entender ou explicar porque não vinha cá há tanto tempo. A resposta, por mais que procure, é simples: é a vida. E é mesmo, a vida. As coisas mudam, ou ficam iguais, mas a vida segue sempre. E seguiu. E hoje voltei cá. Pode ser que volte com mais brevidade na próxima. As saudades de escrever acabam por ser aquelas saudades de algo familiar que só nos apercebemos que sentimos mesmo falta quando voltamos a revê-las. E tenho sorte, por ter amigos que não se esquecem deste meu amor pela escrita. Amigos que gostam deste sítio, como eu. E tenho sorte, porque apesar de não ganhar nada nas raspadinhas, tenho tantas pessoas e tanto amor na minha vida que não preciso de mais sorte nenhuma. Acreditem, a maior sorte é mesmo essa. Cliché, básica, nunca banal, a maior sorte é ter alguém que se ama, ter amigos que não esquecem, almas que se conhecem e um sorriso no final de todos os dias porque tenho muito mais do que poderia imaginar um dia. Por isso, apesar de jamais poder ganhar o euromilhões, sou uma sortuda e tenho uma fortuna, um coração cheio e sempre com espaço para mais.
Tenho sorte, tenho-vos a vocês e, por isso, tenho sorte.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dia-a-dia

Dias longos, muitas horas de trabalho. Chegar a casa, deixar as roupas do dia e as situações do dia e as preocupações do dia. Beijinhos e amor à Amora. Que espera pacientemente todo o dia pelo amor, carinho, loucura e comida que trago comigo. Beijinhos à Amora, que dá muito mais do que exige de volta. Que preenche quando tudo parece estar ocupado e ter um lugar.
Comer. Não te esqueças de comer. Tanta preguiça. Tanta fome.
E o trabalho a fazer em casa. E a casa para aproveitar. E as luzes da cidade na janela.
As horas passam. Assim como a exaustão.
Nos dias da rua, a corrida gasta o que resta de energia do dia a dia. Os pés no asfalto, a respiração acelerada, o coração a bater mais depressa para colmatar o esforço das pernas e dos pés. Por vezes o cansaço compensa as repetições do quotidiano. A superação de algo pessoal, e tão banal para outros, mas que é uma vitória suada para quem começa agora.
Os sorrisos, as amizades e as alegrias partilhadas por aqueles que dividem um amor difícil de explicar. A cumplicidade entre aqueles que se estão a conhecer. O aspirar ao futuro e o tentar mais e melhor sempre a acreditar que caminhamos para a frente e para uma vida melhor. Para sermos mais e melhor. Sempre.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

#runner

Foram 7 kg em 4 meses. Foram mais de 130 kms corridos desde Janeiro. Não parece muito, na verdade, não é muito. Mas nota-se bem a diferença! Foi lento, como deve ser, com a ajuda dos sopros de todos os dias. A roupa fica larga e alguma deixa de ser usada. As pernas estão mais fortes e os 5 kms 2 a 3 vezes por semana começam a saber a pouco. A ideia inicial era perder peso, mas era também mais do que isso. A ideia inicial era ser melhor, mais forte e usar a corrida como o meu tempo pessoal, a minha meditação e inspiração.
Não acredito em muitas coisas além do mundo dos sentidos, não é falta de fé, longe disso, é fé noutras coisas. Fé nas coisas tangíveis, alcançáveis e, principalmente, fé nas coisas modificáveis. Mesmo que eu quisesse muito acreditar em deuses, luzes e outros que tais, não consigo. É mais forte do que eu, não tenho fé naquilo que tira das minhas mãos as minhas decisões. Assim, ser melhor e mais forte não dependia de acreditar em nada além de mim. Acreditar que a leveza e a liberdade que sinto enquanto corro é real e capaz de mudar o meu mundo. Acreditar que o impacto na minha perna, por vezes pouco confortável, está a moldá-la, a fortalecê-la e a redefini-la numa melhor versão dela própria. Parece tolo dito assim, mas o treino do corpo e o treino da mente são, em muitas vertentes, iguais. Requerem perseverança, insistência e, para serem mantidos, requerem frequência. Correr é mais do que perder peso ou ficar com as pernas mais fortes e rápidas. Correr é um exercício da mente, do controlo da mente sobre o corpo e, principalmente, do controlo da mente sobre a vida. Quando corro tudo faz mais sentido, tudo é mais fácil, mais real, mais tangível. E é aí que reside a minha fé.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Amanhã

Amanhã há um eclipse solar, uma super-lua e é o equinócio da primavera. Amanhã entro de férias, as primeiras férias de 3 semanas da minha vida, e vou fazer 350 kms ao final do dia. Amanhã ficam as malas semi-feitas para a primeira saída do velho continente para o continente mais velho ainda. Não estou nervosa, não estou ansiosa, acho que o cansaço me deixou meio apática e só acredito que vou mesmo quando estiver a fazer escala em Doha. Tenho mil e uma coisas para fazer e estou sentada no sofá, com os olhos quase a fechar, enquanto escrevo estas palavras. Seguimos muitos caminhos e quando estamos a tomar decisões nem nos apercebemos do quanto estas podem moldar a nossa vida. Queremos ser mais e melhores, mas o cansaço é tanto que acabamos por cair em armadilhas que a nossa própria mente nos prega. O cansaço e o desejo. Nunca acreditei que é preciso fugir das coisas para as resolver, acredito mesmo no contrário. Mas talvez o mundo não seja feito à minha medida, e aprender a vê-lo, também, pelos olhos dos outros seja a maneira certa de caminhar. Não é que não se queira, tantas vezes, tomar aquele trilho, fazer aquela corrida, deixar aquela mão, que não está estendida nem recolhida. Não é que não se queira, agir como se pensa, sentir como se vê.  Não fujo, mas vou. Vou porque o trilho, seja ele qual for, está lá à frente. Necessita de movimento para ser alcançado. Movimento além do circular. Vou porque a coragem nunca me faltou, embora tantas vezes fraqueje sobre o peso do mundo. Vou porque não sei ser de outra maneira que não esta, porque não sei aceitar sem questionar e porque temos que ir para aprender. Vou pela amizade, pelo amor, pela terra, pelo mar, pela cultura, pela diferença, pelos tigres e pelas aranhas panadas. Vou pela diferença e pela aprendizagem. Vou, porque não fujo, mas preciso da distância. O outro lado do mundo nunca me pareceu tão perto, nem tão feliz.
Vou, porque sou, e vou continuar a ser, mas mais e melhor.
Vou.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Era para ser sobre felicidade e afinal é sobre livros

«Não é fácil ter uma vida feliz», diz Tal Ben-Shahar, (...) «É fácil de compreender o que é preciso fazer para ter uma vida mais feliz, mas é difícil de aplicar de forma consistente e duradoura na vida pessoal e profissional. E depois há a questão das expetativas: aquilo que é entendido como felicidade. O sofrimento, a tristeza ou a dor também fazem parte da vida. Há apenas dois tipos de pessoas que não os sentem. Os psicopatas e os mortos. Ter uma vida feliz não significa ter uma vida sem dificuldades ou sofrimentos.»

E é com esta frase, que resume basicamente tudo, que me fico. Gosto especialmente quando ele diz que não é fã de livros de auto-ajuda. Também não sou. Nem gosto ou entendo a filosofia do não esperar nada e aceitar tudo. Não é assim que funciona, a meu ver, a felicidade. Temos que esperar algo, a que aspiraríamos se assim não fosse. Não temos que aceitar tudo, podemos lutar contra algumas coisas, ou simplesmente eliminá-las da nossa vida. Podemos escolher ser uma pessoa melhor. Todos os dias. 
Não critico quem encontra nesses livros alento ou até a solução. Apenas acho que um clássico dá tantas respostas e menos mimimimi. A diferença é, que ao invés de encontrarmos as respostas para as nossas lutas e problemas ou situações, encontramos ferramentas (várias perceba-se) para conseguirmos superar os objectivos. Sei que muitos de vós irão dizer, há mas isso também está lá escrito! Não sei se está. Não vou ler nenhum livro de auto-ajuda. Recuso-me. Se é tacanho da minha parte, talvez, se é preconceito, é-o com toda a certeza. E não o lerei pela mesma razão que jamais lerei Margarida Rebelo Pinto ou Pedro Chagas Freitas. Passo a explicar. Nada tenho, pessoalmente, contra tais autores ou formas de literatura (excepto talvez contra a Margarida, a criatura enerva-me um bocado...). O que acontece é que não gosto de floreados para dizer coisa nenhuma. Não gosto de figuras de estilo ou presunções a profundidade quando esta não está presente. Não me interpretem mal, eu gosto de complexidade e de profundidade e até da simplicidade honesta. Tenho nisso os exemplos do "Nenhum Olhar", do Zé Luis, o "Kafka à beira mar" do Murakami e "O rapaz do pijama às riscas" do John Boyne. E é por isso que jamais os lerei. Não gosto do que anuncia e não cumpre, não gosto de farsas, não gosto do que parece mas não é.

Perdoem-me se gostam de algum livro ou autor que mencionei acima de forma negativa. É deles que não gosto e não do facto de vocês gostarem deles. Mas somos pedacinhos do que lemos e levamos tanto disso na nossa alma que quero mais, não me quero contentar. Pode ser preconceito, assumo. Mas é assim que sou. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Expectativas

Aceito, com um certo humor, as pessoas que afirmam não ter expectativas sobre nada. Como se isso fosse possível... A própria ausência de expectativas, é, em si, uma expectativa. Um pouco como a galinha e o ovo, e qual nasceu primeiro, é muito difícil não esperar nada. É muito difícil, senão impossível, ter ausência de esperança sobre qualquer coisa.
Acho sim, possível, a melhor ou pior adaptação ao resultado.
Quando saímos de manhã, esperamos que esteja sol, que seja um dia bom, que tenhamos alguma alegria ou coisa boa durante o dia. Não pensamos muito nisso, é-nos intrínseco esta capacidade de esperar algo de alguma coisa. Como seria o futuro se assim não fosse? Como é possível evoluir sem sonhar? E o que será o sonho, mais do que uma expectativa acerca do futuro?
Existem, pois claro, almas mais iluminadas, ou quem sabe adaptadas, à realidade do dia a dia. E, por possuírem tal virtude, as expectativas pesam-lhes menos. Ou com mais serenidade.
Não pertenço a esse pedaço de humanidade. Pertenço àquele pedaço que sonha, que deseja, que se decepciona por esperar algo de maravilhoso de todas as visões da humanidade. Talvez sofra mais, nas contas finais. Talvez tenha um caminho mais acidentado. Mas digo-vos, por experienciar tudo com especial consciência, que a ausência de sentir é uma morte em vida. Que não esperar nada em troca, simplesmente não existe. Até de nós próprios esperamos algo, ao nada esperar dos demais.
Sei que muitas vezes sou intensa, outras tantas demasiado, e, uma vez por outra, apenas chata. Não o sou por vós ou por vossa causa. Sou-o por mim. Por aquilo que vibra dentro de mim. Não espero que entendam, apenas tenho a expectativa, que aqueles que me amam me aceitem. Tal como vos aceito de volta, sem prisões nem cobranças. Não é fácil, ninguém disse que era. Mas, dar sem esperar, não existe. E, diz-vos isto, alguém que retira o maior dos prazeres da dádiva. Seja de sangue, amor ou presença. Simplesmente não existe dar sem receber. Por muito que nos queiram convencer disso as novas tendências do conhece-te a ti próprio.
É bonito aspirar ao amor próprio e ao viver independentemente do outro. Mas não existe isso do amar sem esperar nada em troca. Amar é, em si, dar e receber. Por isso o amor acaba. Por isso um novo amor existe. Porque tudo o que dividimos tem volta. Porque tudo o que damos, regressa. Porque, tal como Newton descreveu "every action as an equal and oposite reaction". Verdade na física e na vida. E, como em todas as coisas, a natureza se espelha em nós. O amor que damos é o mesmo que recebemos. Mesmo que o recipiente e o ofertante não sejam os mesmos. Mesmo que a situação mude. Amar é um sistema fechado. Trabalha de encontro à entropia do equilíbrio. E, por isso, quanto mais damos, mais recebemos. Quanto mais somos, a mais aspiramos e mais faremos por um futuro feliz.
Por isso, não me venham com conversas que dar sem receber é amor. Não é, é apenas desperdício. Amar tem sempre volta. Tal como dar, implica esperar algo em troca. Sou intensa e confusa, e por querer explicar tanto acabo, muitas vezes por não dizer nada que vos chegue. Apenas gostava que se lembrassem que esperamos sempre que amamos. E é assim que deve ser.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Resoluções de ano novo

Tive um ano tramado. Aprendi muito sobre mim e sobre as pessoas. Aprendi que tenho muito que aprender sobre mim.
Há muito tempo que vivia com a convicção que me conhecia bem e que sabia o que andava por aqui a fazer. Não podia estar mais errada.
Sinto que vivi mais neste ano apenas, do que em dois ou três, dos ditos normais. Tenho aprendido que não sou apenas teimosa, mas que, tal como qualquer alma, tenho alguma resistência à mudança. Que dói quando pomos muito de nós em algo que no final não corre da maneira esperada.
Aprendi que tenho muito que aprender sobre mim.
Aprendi que mudar requer mais do que perceber a necessidade de mudança. Mudar requer um esforço diário, requer resiliência, e sobretudo requer fazermos algo que não fazíamos até então.
Não tenho propriamente resoluções de ano novo. Tenho coisas que gostaria de fazer, tenho lutas que gostava de travar e tenho sonhos dos quais queria conseguir desistir.
Acho que a maior lição que tenho tentado assimilar na minha cabeça é a de aceitar o mundo à minha volta e não tentar mudá-lo. Apenas viver o que tenho a viver, sem deixar que os meus pensamentos e as minha percepções do mundo me façam sofrer mais do que o necessário. Sei que a dor e o sofrimento fazem parte da vida, tal como o bem estar e a alegria. Apenas queria aprender a aceitá-lo de forma mais graciosa.
Farei 30 anos no ano que se aproxima, e isso nunca me soou tão bem. Aproveitar um marco e uma data importante para determinar algumas mudanças em mim. Crescer é uma aventura. E estou determinada em ser uma pessoa melhor, para mim própria e para os outros.
Feliz Ano Novo 2015!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

JLP

A tua mão guiou a caneta, sem tremer, sem dúvida. Olhaste para mim e sorriste e conversaste mais um bocado, enquanto continuavas a escrever. Palavras tuas para mim. E assim se realiza um sonho.
Em tudo o que disseste revi o que conhecia de ti por ler as tuas palavras. Em tudo o que absorvi tornaste-te maior aos meus olhos. Vi, em outros que dividiam comigo o espaço e a admiração, o mesmo jeito e o mesmo sorriso, enamorado, de quem conhece pela primeira vez quem há muito admira. És tanto e gosto tanto do tanto que és que é fácil entender este prazer que absorvo quando leio o que escreves. Outros, mais talentosos do que eu, talvez conseguissem transpor em palavras o encanto e a magia que existe naquilo que escreves. Eu apenas sei o que sinto quando te leio, felicidade.
Obrigada

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A crescer todos os dias :)

"In truth, we deceive ourselves about a great many matters, from bad behavior, to how we feel, to the ever present existential fact of death. Such self-deception is fundamentally related to Freud's broad conception of the unconscious--the unknown aspects of our psyche--and specifically to Jung's notion of the shadow: those unacceptable traits and tendencies in ourselves we hide from both others and ourselves. This very capacity to deny our own selfishness, fears, cruelty and complicity in evil--unconsciousness-- is itself a treacherous sort of self-deception. Which is why growing gradually more conscious during the course ofpsychotherapy can be a shocking, painful and sobering process. C. G. Jung noted the therapeutic importance of consciously tolerating the "tension of opposites" we today term "cognitive dissonance," and that such unadulterated confrontation with the truth about oneself is almost always initially experienced as an insult to the ego--a devastating blow to our narcissism. No wonder we so fervently resist this process. It takes considerable courage and commitment to be brutally honest with oneself. But it is precisely this willingness to stop our chronic self-deception and face the truth that finally sets us free."


http://www.psychologytoday.com/blog/evil-deeds/200811/essential-secrets-psychotherapy-truth-lies-and-self-deception

sábado, 6 de dezembro de 2014

finais de tarde...

Com o final do dia chegam as pernas pesadas, a dor no fundo das costas e o peso nos olhos. Mesmo a chegar ao fim do dia, o ar que dou o dia inteiro, mal chega para mim. E penso... Mas depois lembro-me dos sorrisos que recebi e retribui, lembro das lágrimas que limpei e das vezes que ensinei a inspirar pelo nariz e expirar pela boca, para vencer a ansiedade. Lembro-me dos obrigada menina, dê cá um beijinho e ah a menina tem tanta paciência. Lembro do alívio após uma explicação, e da gargalhada quando o ar sai com um som esquisito. Penso que o cansaço é meu porque me dividi com tantas pessoas hoje, porque o dia começou cedo e porque trabalhar com pessoas é algo delicado, mas no final compensa. :)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

oh christmas tree

A minha primeira árvore de natal. Parece tolice dito desta maneira, mas na verdade a primeira árvore de natal é algo de importante. Marca um momento especial. Aquele momento em que dizes que esta casa é minha. Este momento é meu, Esta árvore é minha.
Às vezes fico a pensar como hei-de decorar tudo. Não sou muito talentosa nessa coisa da decoração. E na verdade, acho que jeito não tenho mesmo nenhum. Mas fico muito entusiasmada por pensar de tenho esta casa para tornar à minha imagem. Para tornar-la minha. Penso em tudo o que gostaria de ter aqui e que ainda me falta.
Estranho como algo material pode transportar tanto de algo espiritual. Como se este canto, que em todo o mundo, me pertence a mim, pode reflectir tanto da minha alma. Acho que precisava de um ninho, como os passarinhos. Um lugar ao qual voltar e que pudesse chamar de meu. Um lugar para ser feliz, para amar, para dividir e para ser. Para ser muito feliz.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

escrever

Falo aqui muitas vezes de amor e da vida, de sonhos e obstáculos, de vontades e de inércia. Falo aqui muitas vezes para tolerar quem sou, para acrescentar ao dia a dia. Nem tudo o que sai em palavras nasceu assim. Sou a minha própria censura e faço-o para melhorar. Se um texto está bem, mas não é exactamente o que eu queria, reescrevo, digo o mesmo por outras palavras. É isso que fazemos nas relações humanas, não? Tentamos continuamente que o próximo entenda o que queremos dizer, exactamente como está na nossa cabeça. Mas para isso temos que usar palavras comuns, partilhadas, definidas, mas com a possibilidade de ser interpretadas de maneira diferentes consoante as vivências de quem escuta.

É esse o desafio. É essa a dificuldade. São estas interpretações pessoais de palavras comuns que provocam o início de algumas coisas e o fim de tantas. Se ao menos falássemos todos matemática. 2+2 será sempre igual a 4. Ao passo que duas palavras juntas podem ser o nascimento e a morte.

É isso também que me faz amar escrever. A sua ambiguidade. O ser profundo para mim e irrelevante para outro. O poder ser interpretado à minha maneira, o ser belo para mim porque vivi desta maneira e todos os meus momentos me levaram a isso. A ver a beleza entre as linhas. A imensidão do ser que colocamos em palavras.
É quase como apreciar a natureza. Aquela sensação de preenchimento e de pertença e ao mesmo tempo de deslumbramento e arrebatamento por pertencermos a algo tão belo e transcendente. Por sermos parte de algo que toca, que faz sentir.

É isso que este canto de escrita me trás. A sensação de pertencer ao vosso sentir.

domingo, 2 de novembro de 2014

Growing up :)

"This is a frustrating part of the growth process! But think of it this way: You’re replaying your wounds so you can finally heal them. We cannot heal anything we don’t feel or see; we can’t heal things that are unconscious! The uncomfortable feeling has to come to the surface for you to grow beyond it.
And how do you grow beyond it?
By identifying with your higher self.
Remember, your higher self is the part of you that knows the truth about you. It knows that you are worthy, amazing, capable, and powerful. Through the lens of the higher self, you are whole. Yes, you’re an imperfect human with flaws; but the larger truth is: you’re a soul.
You’re beautiful.
You’re important.
You’re special.
You’re love.
This is what the higher self knows about you — and it wants you to know it, too."
by http://braininspire.com/

terça-feira, 28 de outubro de 2014

entardecer

O fogo do querer que não é nada.
O fumo do que foi e já não aquece.

A pele que quer ser outra, por desejá-la.
O toque que se perde, sem te saber.

O que fica, leva-nos consigo,
O que vai e deixa de ser.

Não quero mais esta luz comigo.
Fico no entardecer.

sábado, 11 de outubro de 2014

A propósito de uma conversa com alguém que gosta de vir aqui ler :)

Sabem às vezes aquelas frases clichés que nós comandamos a nossa vida e etc.. não são bem assim, não é tão fácil. Mas o contrário também é verdade, nada é tão mau como nos parece à primeira. Ser positiva é-me natural, mas muitas das coisas que faço e em que acredito requerem esforço, faz parte. 
Ser quem queremos e quem desejamos ser dá trabalho. 
E não sei da vossa vida, nem tenho essa pretensão, mas todas as vidas são difíceis à sua maneira,umas mais do que outras. O que considero importante é viver a vida com sinceridade, a ser quem sou, mesmo que nem sempre isso seja fácil, mesmo com as batalhas e o facto de pensar demasiado complicar tudo. Por vezes temos que permitir a entrada do mundo em nós próprios para que consigamos pertencer a ele, na maioria das vezes o primeiro passo tem que ser o nosso. Escrevo porque me ajuda, e gostarem do que escrevo assusta porque é uma responsabilidade ter importância na vida de outras pessoas, mesmo que sejam só as minhas palavras. 
Mas não tenho medo de ter medo.

sábado, 20 de setembro de 2014

Pensamentos...

“I’m shocked at the lack of connection between people because of iPhones. There is so much less of actual physical connection. There’s less touching, there’s less talking, there’s less holding, there’s less looking. People get pleasure from looking at each other. From a smile, and touching. We need touching to make us feel wanted and loved. That’s lacking so much in this generation. Lack of looking, lack of touching, lack of smiling. I don’t get it. I don’t get how people aren’t missing that, and don’t seem to think they are.” Shirley Zussman

Reflexões...