Quando penso na felicidade vem-me sempre à cabeça aqueles filmes antigos onde aparecia um letreiro bem pomposo a dizer "E viveram felizes para sempre". O que quer que isso pudesse significar... Não acredito no felizes para sempre, acredito no felizes hoje e aqui e agora. Acredito no felizes depois de contarmos uma piada ou sorrirmos a um estranho simpático. Acredito no felizes quando ouço me dizerem, "muito obrigada por ser tão simpática", principalmente quando essa mesma pessoa nasceu no mesmo dia que eu mas 56 anos antes. Acredito na felicidade em desabafar com um amigo ou com um irmão, aquele desconforto que nos pesa, a nós apenas, por ser tão desadequado à nossa visão e sentir do mundo. Acredito na felicidade quando sorrimos no meio de um beijo num fim de tarde. Acredito na felicidade apenas pelo sentir do calor doce do sol ao início da manhã.
Acredito, principalmente, que a felicidade vem aos bocadinhos, às peças. Pequenas como aquelas de puzzle com 5000. Por isso não posso deixar de acreditar que a felicidade para ser vivida plenamente tem que fazê-lo em comunhão com a infelicidade. Porque somos todos metades, e não é possível ser sem a outra. Há que aprender a ver, a reconhecer, a distinguir, essa mesma felicidade. Temos que reconhecer as nossas peças para no final montarmos o nosso puzzle. Por muitas vezes o que acontece é que apenas temos felicidade às peças e se não as soubermos reconhecer, caímos no erro que pensar de não somos felizes. Tolice, pois claro. Existem vezes em que só temos mesmo as peças e construir esse puzzle de felicidade em especial, é difícil. Mas temos as peças, não se esqueçam. Se temos as peças, somos felizes.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
O cansaço e o desejo.
E as horas passam rápido, mas eu sinto todos os segundos intermináveis. E o peso do dia, sente-se, nos olhos e nos pés, na minha ligação ao céu e na minha pertença à terra. A exaustão, quase doce, por estar prestes a ser vencida, só sobreviveria a ti. Tu poderias revertê-la, ou pelo menos, adiá-la. O teu calor, a tua proximidade, as tuas mãos e a tua loucura. Vencê-la apagando-me num abraço apertado misturado com o sono tão desejado, ou adiá-la, cansando-me até ao limite do suportável. Em total sinceridade, não consigo escolher qual me seria mais agradável. Tenho os sentidos deturpados, por cansaço e por desejo. Tenho a pele confusa, querendo o toque suave e frio dos lençóis e ao mesmo tempo desejando o teu toque quente, por vezes rude, mas tão delicado e doce. Não sei se os meus lábios morreriam, juntamente com a noite e a lua, ao toque dos teus, ou se renasceriam, como a fénix, com um novo fogo. Nem sei bem se preferia renascer ou sucumbir. Hoje não tenho respostas, nem reflexões. Apenas possuo incertezas e um turbilhão de sentidos e sentires. Só o corpo me obedece e, em estranha sintonia, funciona como se nem de mim precisasse. Dependente e livre, ao mesmo tempo.
Já nem tenho vontades, só o cansaço.
O cansaço e o desejo.
Já nem tenho vontades, só o cansaço.
O cansaço e o desejo.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
expectativas
Vocês, que gostam de mim,
fazem-me acreditar. Dizem que sou assim e assado, e eu, por gostar de vocês e
principalmente por querer acreditar no que dizem, acho que sou o que falam.
Acho que sou tudo o que vocês me dizem e o que os outros também. Por vezes
penso que o meu conhecimento de mim própria é quase nulo, tanto que quero
acreditar em vós. Sou fraca, sei bem. Tenho esta necessidade de ser aceite por todos.
Não baralhem as coisas, não sou maleável. Não mudo por vossa
conveniência, mas adapto-me aos vossos moldes, como a água da chuva se molda ao
meu rosto num dia como o de hoje. O problema é quando estou em batalhas
sozinha, ou apenas com um oponente. Aí quando todos os vossos assins e assados
não me chegam aos ouvidos, duvido até da própria sombra.
Mas a dúvida pode ser
boa, certo? Faz-nos questionar.
Quando me olho ao espelho conheço quem me olha
de volta, mas debaixo da minha pele existe tanto que um simples espelho não
chega. Debaixo da minha pele existe um mundo de dúvidas e de certezas e um
submundo maior ainda de vontades e desejos. Guardados. As minhas gavetas estão
sempre arrumadinhas e a desarrumação não me é confortável.
O problema com gavetas arrumadas é a tentação. De desarrumá-las, de colocar o mesmo noutro sítio. E quando arranjamos coragem para o fazer descobrimos que apesar da desarrumação não ser confortável sabe bem. É boa. É perigosa e dá poucas certezas, mas também é aliciante e desafiante. E no final percebo que gosto. Da
desarrumação. Do desejo. Das vontades. Da dúvida que surge ao construirmos
certezas.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Obrigada
Acho que este blog anda a ser muito mimado! :) Obrigada por lerem e gostarem. Obrigada por tentarem compreender, nem que seja por um segundo, tudo o que passa pela minha cabeça.
Tenho a certeza que nem os que me conhecem bem, por vezes imaginam que tanta coisa se passa dentro de mim. Sempre gostei de livros e principalmente, sempre gostei de palavras. Acredito que as palavras encerram um poder quase infinito de moldar o mundo à nossa volta e o mundo dentro de nós. Com elas podemos exprimir e dar a conhecer e quem escreve, mesmo que seja tão amador como eu, é como se partilhasse pedacinhos da alma. Sei que nunca irei ser astronauta,nem comediante e nem escritora de bestsellers, mas ao partilhar as minhas palavras convosco sinto que todos os sonhos em mim são possíveis. E sei que o são. Ao gostarem do que eu escrevo, eu sinto mesmo que gostam um bocadinho de mim, porque estas palavras são tão minhas como os olhos grandes cor de mel e os caracóis despenteados.
Por isso obrigada, por partilharem as minhas palavras e na extensão delas, os meus sonhos. Obrigada por acreditarem que se tentarmos conseguimos realmente fazer a diferença, nem que seja através de uns riscos numa folha de papel. Obrigarem por me lerem, porque essa é a minha maior ambição. Dar a conhecer a vocês as minhas palavras.
Obrigada.
Tenho a certeza que nem os que me conhecem bem, por vezes imaginam que tanta coisa se passa dentro de mim. Sempre gostei de livros e principalmente, sempre gostei de palavras. Acredito que as palavras encerram um poder quase infinito de moldar o mundo à nossa volta e o mundo dentro de nós. Com elas podemos exprimir e dar a conhecer e quem escreve, mesmo que seja tão amador como eu, é como se partilhasse pedacinhos da alma. Sei que nunca irei ser astronauta,nem comediante e nem escritora de bestsellers, mas ao partilhar as minhas palavras convosco sinto que todos os sonhos em mim são possíveis. E sei que o são. Ao gostarem do que eu escrevo, eu sinto mesmo que gostam um bocadinho de mim, porque estas palavras são tão minhas como os olhos grandes cor de mel e os caracóis despenteados.
Por isso obrigada, por partilharem as minhas palavras e na extensão delas, os meus sonhos. Obrigada por acreditarem que se tentarmos conseguimos realmente fazer a diferença, nem que seja através de uns riscos numa folha de papel. Obrigarem por me lerem, porque essa é a minha maior ambição. Dar a conhecer a vocês as minhas palavras.
Obrigada.
domingo, 31 de março de 2013
Cloudy days
E se tudo o que eu tiver a dizer não for suficiente? E se tudo o que posso dar não chegar? Eu, que vejo todos os caminhos, dar-te-ia um pouco da minha visão de aviador e de sonhadora para que tu pudesses ver tudo. Claro como o dia. Ver que existe um caminho não traçado, um trilho nunca caminhado, ténue, fraco, mas existe. Está lá, inequivocamente.
Bem mais difícil do que carregar algo é ensiná-lo a andar. E eu, que tenho sempre esperança e que vejo sempre o claro do dia, fico ensombrada. Mesmo quando não se vê, o sol está lá sempre. E muitas vezes mesmo sem o ver, sentimos o seu calor e a sua claridade. Oxalá sentisses a minha claridade, como se fosse o teu sol. Usa-me como teu sol, não me importo, se te ajudasse a ficar bem eu até gostava!
Bem mais difícil do que carregar algo é ensiná-lo a andar. E eu, que tenho sempre esperança e que vejo sempre o claro do dia, fico ensombrada. Mesmo quando não se vê, o sol está lá sempre. E muitas vezes mesmo sem o ver, sentimos o seu calor e a sua claridade. Oxalá sentisses a minha claridade, como se fosse o teu sol. Usa-me como teu sol, não me importo, se te ajudasse a ficar bem eu até gostava!
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