sexta-feira, 12 de outubro de 2012

random thoughts

Gosto de me sentir inspirada. E, ao contrário do que seria expectável, não é difícil me sentir inspirada.
Imagens, sons, cheiros, pessoas, conversas e principalmente acções e emoções.

Gosto dos sorrisos, do esforço extra e da palavra obrigado. Gosto do que significa. Só não gosto de ouvi-la muitas vezes de pessoas que quem realmente gosto, não faço as coisas que faço por obrigação, mas por amor. E o amor nunca se agradece. Aceita-se. Quando se sente de volta, retribui-se. Mas nunca se agradece.

Gosto de imagens e de coisas bonitas. Gosto de coisas mágicas. Livros e fantasia, histórias que não são reais em mais lado algum, além de na minha cabeça.

Gosto da linha do rosto dos homens. Gosto do cabelo das mulheres. Gosto de olhares. De todos. Sem excepção. Os tristes e os sedutores, os sinceros e os alegres. Os que pedem socorro e os que dizem, estou bem. 

Gosto de pessoas boas. E gosto de acreditar que existem pessoas más. É verdade e mais vale acreditar para as conseguir distinguir entre a multidão.

Gosto de sentir. Gosto das vibrações que as pessoas emitem. Gosto de perceber as pessoas pela tonelada de informação que elas emitem com um simples Olá. Já sei quem são antes até de falarem. Não é uma ciência exacta, mas é uma ciência que domino relativamente. É inato, não aprendido.

Gosto de gostar de pessoas. Gosto que gostem de mim. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

lazy autumn afternoon...

E quando, à tarde, olhamos o céu está tudo escuro. Apenas sopra um vento delicado que nem assobia, apenas abana as folhas mais bailarinas. Existe no ar um conforto familiar misturado com o cinzento a dar ares de chuva.
Suspiro. Inspiro fundo e sorrio, ao reconhecer aquela parte de mim que colecciona memórias vivas. Aquela parte de mim que grava estes momentos no canto das memórias doces. As memórias doces são aquelas que recuperamos quando temos um dia negro ou uma surpresa boa. As memórias doces são aquelas pequenas coisas na vida que fazem as grandes coisas valer a pena. São os sorrisos sem razão aparente e são as lágrimas quentes de comoção. As memórias doces são a nossa aceitação que não somos mais do que um pontinho, uma peça num puzzle de milhões.
Tenho muitas memórias doces, faço questão disso!

O teu abraço, o teu sorriso, o teu obrigada e ainda o teu, gosto de ler o que escreves. Sim, estou a falar de ti, que estás a ler. Tu és provavelmente a minha memória mais doce. Alguma coisa que passámos juntos ou vivemos juntos. (suspiro e sorriso, ao mesmo tempo)

Não estou a falar daquela festa ou naquele jantar, estás enganado. Estou a falar daquele segredo e daquele sorriso. Do bolo e do copo de leite, da desilusão que ficou mais leve depois de partilhada, do medo e da força vais conseguir.
Estou a falar do silêncio, a minha memória doce preferida! Estou a falar do milhar de coisas que partilhamos quando apenas olhamos um para o outro, ou quando olhamos juntos para alguém, ou alguma coisa. Estou a falar de gargalhadas e de piadas secas. Estou a falar de conforto e cumplicidade. Agora, já acreditas que falo de ti? Sim, estou a falar de ti desde o início.

Gosto das minhas memórias doces porque gosto de pessoas, de locais e da natureza. Gosto do vento e do mar e do sol e gosto acima de tudo de pessoas, como tu e diferentes também. Gosto das diferentes porque aprendo coisas novas com elas e gosto de ti porque me revejo nas tuas coisas.

Gosto de memórias doces, são as melhores, são as que constroem, são as que moldam e acima de tudo são as mais verdadeiras.

Este texto foi uma memória doce.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

that is my gift, to see beauty between the lines...

Tudo muda e dá a volta, muitas vezes para terminar no mesmo sítio.

A alegria e a tristeza, a euforia e o desespero. A loucura e a solidão.

O amor. Nunca lógico, sempre louco e desesperado, porque um amor calmo e compreensivo será sempre insuficiente, porque a loucura é que o define. E tudo o que fica aquém do absoluto não chega. Porque tudo o que é quase, não é nada.

Vem, mesmo que por uns instantes.

Prefiro, sempre, pouco de tudo do que muito de nada.

Vem, destrói. Construir-me novamente será a minha penitência pela audácia de te sentir.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

There's no place like home

Quando estamos na adolescência não há nada que desejamos mais do que terminar o secundário e sair da terrinha.
Tudo no sítio onde nascemos é claustrofóbico e limitante. Não vemos a beleza, nem a familiaridade de todos os locais, do sítio de conhecemos. Só queremos sair dali, ir viver os nossos sonhos!

Longe estamos de perceber que os nossos sonhos não passam tão longe dali como pensámos.

Vamos para a faculdade, vamos para longe. E sentimos saudades de casa. Mas eu queria tanto ir embora....

A verdade é que apesar de querermos a nossa vida longe daquele lugar, nunca estaremos completos sem ele. Não sobreviveríamos se vivêssemos no mesmo lugar para sempre, mas será igualmente verdade que não sobreviveríamos sem voltar a ele de vez em quando.

Temos que voltar a casa, para arrumar as ideias sempre, seja a nossa casa uma aldeia, uma cidade ou uma pessoa. Porque a casa faz parte de quem sonhamos ser e de quem somos realmente, ela é a ténue relação entre o que somos e o que sempre sonhámos ser.

A ligação entre o que é e o que será.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O início

Começou a ideia ontem. Começou a escrita hoje.

Faço-o sem qualquer pretensão de ter sucesso, apenas quero terminar as páginas que já comecei.

Não sei se a história é boa, nem sei se é assim que se faz, mas estou com vontade de escrever. E fá-lo-ei até contar a história que alinhavei na minha cabeça.

Estou com medo de não conseguir chegar ao fim. Estou com medo de que seja uma história tão má que ninguém goste. Tenho medo de me cansar e desistir a meio. Mas luto contra esse medo e conto a minha história. A história de uma vida aparentemente normal e realizada, mas que descobre o elemento que falta para a felicidade, o amor.

Não sei se vos falarei mais alguma vez deste livro que comecei a escrever. Não sei o que é suposto acontecer quando estamos a escrever. Mas no fim, se lá chegar, dir-vos-ei e espero que sintam orgulho em mim. Em parte é por vossa causa que o faço. Obrigada por isso.


Não tem título ainda.