E as horas passam rápido, mas eu sinto todos os segundos intermináveis. E o peso do dia, sente-se, nos olhos e nos pés, na minha ligação ao céu e na minha pertença à terra. A exaustão, quase doce, por estar prestes a ser vencida, só sobreviveria a ti. Tu poderias revertê-la, ou pelo menos, adiá-la. O teu calor, a tua proximidade, as tuas mãos e a tua loucura. Vencê-la apagando-me num abraço apertado misturado com o sono tão desejado, ou adiá-la, cansando-me até ao limite do suportável. Em total sinceridade, não consigo escolher qual me seria mais agradável. Tenho os sentidos deturpados, por cansaço e por desejo. Tenho a pele confusa, querendo o toque suave e frio dos lençóis e ao mesmo tempo desejando o teu toque quente, por vezes rude, mas tão delicado e doce. Não sei se os meus lábios morreriam, juntamente com a noite e a lua, ao toque dos teus, ou se renasceriam, como a fénix, com um novo fogo. Nem sei bem se preferia renascer ou sucumbir. Hoje não tenho respostas, nem reflexões. Apenas possuo incertezas e um turbilhão de sentidos e sentires. Só o corpo me obedece e, em estranha sintonia, funciona como se nem de mim precisasse. Dependente e livre, ao mesmo tempo.
Já nem tenho vontades, só o cansaço.
O cansaço e o desejo.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
expectativas
Vocês, que gostam de mim,
fazem-me acreditar. Dizem que sou assim e assado, e eu, por gostar de vocês e
principalmente por querer acreditar no que dizem, acho que sou o que falam.
Acho que sou tudo o que vocês me dizem e o que os outros também. Por vezes
penso que o meu conhecimento de mim própria é quase nulo, tanto que quero
acreditar em vós. Sou fraca, sei bem. Tenho esta necessidade de ser aceite por todos.
Não baralhem as coisas, não sou maleável. Não mudo por vossa
conveniência, mas adapto-me aos vossos moldes, como a água da chuva se molda ao
meu rosto num dia como o de hoje. O problema é quando estou em batalhas
sozinha, ou apenas com um oponente. Aí quando todos os vossos assins e assados
não me chegam aos ouvidos, duvido até da própria sombra.
Mas a dúvida pode ser
boa, certo? Faz-nos questionar.
Quando me olho ao espelho conheço quem me olha
de volta, mas debaixo da minha pele existe tanto que um simples espelho não
chega. Debaixo da minha pele existe um mundo de dúvidas e de certezas e um
submundo maior ainda de vontades e desejos. Guardados. As minhas gavetas estão
sempre arrumadinhas e a desarrumação não me é confortável.
O problema com gavetas arrumadas é a tentação. De desarrumá-las, de colocar o mesmo noutro sítio. E quando arranjamos coragem para o fazer descobrimos que apesar da desarrumação não ser confortável sabe bem. É boa. É perigosa e dá poucas certezas, mas também é aliciante e desafiante. E no final percebo que gosto. Da
desarrumação. Do desejo. Das vontades. Da dúvida que surge ao construirmos
certezas.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Obrigada
Acho que este blog anda a ser muito mimado! :) Obrigada por lerem e gostarem. Obrigada por tentarem compreender, nem que seja por um segundo, tudo o que passa pela minha cabeça.
Tenho a certeza que nem os que me conhecem bem, por vezes imaginam que tanta coisa se passa dentro de mim. Sempre gostei de livros e principalmente, sempre gostei de palavras. Acredito que as palavras encerram um poder quase infinito de moldar o mundo à nossa volta e o mundo dentro de nós. Com elas podemos exprimir e dar a conhecer e quem escreve, mesmo que seja tão amador como eu, é como se partilhasse pedacinhos da alma. Sei que nunca irei ser astronauta,nem comediante e nem escritora de bestsellers, mas ao partilhar as minhas palavras convosco sinto que todos os sonhos em mim são possíveis. E sei que o são. Ao gostarem do que eu escrevo, eu sinto mesmo que gostam um bocadinho de mim, porque estas palavras são tão minhas como os olhos grandes cor de mel e os caracóis despenteados.
Por isso obrigada, por partilharem as minhas palavras e na extensão delas, os meus sonhos. Obrigada por acreditarem que se tentarmos conseguimos realmente fazer a diferença, nem que seja através de uns riscos numa folha de papel. Obrigarem por me lerem, porque essa é a minha maior ambição. Dar a conhecer a vocês as minhas palavras.
Obrigada.
Tenho a certeza que nem os que me conhecem bem, por vezes imaginam que tanta coisa se passa dentro de mim. Sempre gostei de livros e principalmente, sempre gostei de palavras. Acredito que as palavras encerram um poder quase infinito de moldar o mundo à nossa volta e o mundo dentro de nós. Com elas podemos exprimir e dar a conhecer e quem escreve, mesmo que seja tão amador como eu, é como se partilhasse pedacinhos da alma. Sei que nunca irei ser astronauta,nem comediante e nem escritora de bestsellers, mas ao partilhar as minhas palavras convosco sinto que todos os sonhos em mim são possíveis. E sei que o são. Ao gostarem do que eu escrevo, eu sinto mesmo que gostam um bocadinho de mim, porque estas palavras são tão minhas como os olhos grandes cor de mel e os caracóis despenteados.
Por isso obrigada, por partilharem as minhas palavras e na extensão delas, os meus sonhos. Obrigada por acreditarem que se tentarmos conseguimos realmente fazer a diferença, nem que seja através de uns riscos numa folha de papel. Obrigarem por me lerem, porque essa é a minha maior ambição. Dar a conhecer a vocês as minhas palavras.
Obrigada.
domingo, 31 de março de 2013
Cloudy days
E se tudo o que eu tiver a dizer não for suficiente? E se tudo o que posso dar não chegar? Eu, que vejo todos os caminhos, dar-te-ia um pouco da minha visão de aviador e de sonhadora para que tu pudesses ver tudo. Claro como o dia. Ver que existe um caminho não traçado, um trilho nunca caminhado, ténue, fraco, mas existe. Está lá, inequivocamente.
Bem mais difícil do que carregar algo é ensiná-lo a andar. E eu, que tenho sempre esperança e que vejo sempre o claro do dia, fico ensombrada. Mesmo quando não se vê, o sol está lá sempre. E muitas vezes mesmo sem o ver, sentimos o seu calor e a sua claridade. Oxalá sentisses a minha claridade, como se fosse o teu sol. Usa-me como teu sol, não me importo, se te ajudasse a ficar bem eu até gostava!
Bem mais difícil do que carregar algo é ensiná-lo a andar. E eu, que tenho sempre esperança e que vejo sempre o claro do dia, fico ensombrada. Mesmo quando não se vê, o sol está lá sempre. E muitas vezes mesmo sem o ver, sentimos o seu calor e a sua claridade. Oxalá sentisses a minha claridade, como se fosse o teu sol. Usa-me como teu sol, não me importo, se te ajudasse a ficar bem eu até gostava!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Valentine's
Gostava de escrever algo tremendamente belo e profundo. Gostava de tocar nas almas dos que lêem. Gostava de vos contar acerca das almas que se encontram nos desencontros do dia a dia e se completam com um olhar. Ainda há aqueles que lutam contra o que sentem, por razões que eles próprios desconhecem. Mas a responsabilidade de dar a alguém o poder sobre a nossa felicidade é duro. E pesa. Acho os amantes corajosos, são valentes e enfrentam tudo. Mesmo. De que outra maneira podemos dar o nosso coração a alguém se não possuirmos a força de super-heróis? De que outra maneira podemos atribuir a outra pessoa grande parte da nossa felicidade? Corajosos! Acreditem no que vos digo.
Por isso hoje é também o dia dos heróis. Daqueles que vão a correr comprar flores e dos outros que estão a planear a noite desde há dias! Por isso este dia também é para todos os que se esforçam por entender o que dizemos entre linhas e para outros que se lembram de conversas que tivemos ainda o dia não tinha nascido.
E quando falo em dar o coração, não falo apenas do amor amado. Mas também da amizade, da cumplicidade e da fraternidade. Não sei se já se tinham apercebido, mas depositamos sentimentos muito valiosos nos outros. Ao entregarmos o nosso coração estamos a dar-lhes parte de nós, e esse gesto dá-nos tamanha alegria que ser corajoso se torna fácil. Tal como amar é fácil.
Por vezes podemos magoar ou ser magoados. Mas como uma vez me disse um amor sábio, recebemos mais coisas boas do que más, porque tem que as más apagar as boas? Não têm, por isso corajosos, guardem os amores. Todos. Os passados num gaveta bem arrumada, para que lá possam voltar quando sentirem saudade ou quando se querem lembrar de quem foram e quem são. Os actuais usem-nos na lapela, bem à vista, espalhando a vossa felicidade e distribuindo coragem e amor. Aos futuros, guardem sempre espaço no vosso coração, nunca se sabe o que trás o amanhã.
Feliz dia de São Valentim <3
Por isso hoje é também o dia dos heróis. Daqueles que vão a correr comprar flores e dos outros que estão a planear a noite desde há dias! Por isso este dia também é para todos os que se esforçam por entender o que dizemos entre linhas e para outros que se lembram de conversas que tivemos ainda o dia não tinha nascido.
E quando falo em dar o coração, não falo apenas do amor amado. Mas também da amizade, da cumplicidade e da fraternidade. Não sei se já se tinham apercebido, mas depositamos sentimentos muito valiosos nos outros. Ao entregarmos o nosso coração estamos a dar-lhes parte de nós, e esse gesto dá-nos tamanha alegria que ser corajoso se torna fácil. Tal como amar é fácil.
Por vezes podemos magoar ou ser magoados. Mas como uma vez me disse um amor sábio, recebemos mais coisas boas do que más, porque tem que as más apagar as boas? Não têm, por isso corajosos, guardem os amores. Todos. Os passados num gaveta bem arrumada, para que lá possam voltar quando sentirem saudade ou quando se querem lembrar de quem foram e quem são. Os actuais usem-nos na lapela, bem à vista, espalhando a vossa felicidade e distribuindo coragem e amor. Aos futuros, guardem sempre espaço no vosso coração, nunca se sabe o que trás o amanhã.
Feliz dia de São Valentim <3
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